Padrasto estupra menina de 7 anos e mãe obriga criança mentir para marido não ser preso
De acordo com o delegado, as investigações iniciaram após a criança dar entrada em um hospital se queixando de dores abdominais e febre

Padrasto de 30 anos, acusado de estupro de vulnerável contra sua enteada de 7 anos, e a mãe da criança, 26 anos, acusada por omissão dos fatos e falso testemunho, foram presos temporariamente em operação deflagrada pela Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Juruá, no Amazonas, na quinta-feira (03).
De acordo com o delegado Bruno Rafael Nunes, as investigações tiveram início após a criança dar entrada em um hospital do município se queixando de dores abdominais e febre no dia 17 de março deste ano. Durante o atendimento, a equipe médica realizou exames e, após um exame clínico ginecológico, foi constatado que a criança havia sido vítima de violência sexual.
"Durante todo o procedimento, a mãe se mostrou inquieta quanto à realização de exames na criança. Fomos acionados e, ainda no hospital, foi realizada uma escuta especializada, ocasião em que a criança contou uma história um pouco imprecisa e a todo momento pedia para o padrasto não ser preso", contou o delegado.
Segundo o delegado, três dias depois, foi realizada uma segunda escuta especializada, e de forma espontânea, a criança afirmou que a mãe determinou que ela contasse uma falsa história, senão o seu padrasto seria preso.
"Com as informações obtidas, e o importante apoio de toda a rede de proteção à criança e ao adolescente do município, representamos pela prisão temporária do padrasto como autor do crime, e da mãe pela omissão dos fatos e falso testemunho. Eles foram presos no bairro Tancredo Neves, no município. As investigações continuam para delimitar a culpabilidade de cada um no crime", disse o delegado.
Procedimentos
O homem responderá por estupro de vulnerável e a mulher por omissão dos fatos e falso testemunho. Os dois estão à disposição da Justiça.

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