Padrasto é preso sob revolta popular e jurado pela comunidade: "espera quando voltar"; veja vídeo
Imagens mostram padrasto e mãe da pequena Eloá tentando "justificar" morte da bebê, em Goiânia

A pequena Eloá Manoelly de Sousa, de apenas 1 ano e 7 meses, foi encontrada morta na manhã desta terça-feira (21) em uma residência no Residencial Monte Pascoal, região oeste de Goiânia, com sinais brutais de espancamento e tortura. O padrasto, Diego Silva Carvalho, 25, apontado como principal suspeito das agressões, e a mãe da criança, 20, foram detidos e levados à delegacia em meio à revolta de moradores que cercaram a casa dos acusados.
A denúncia do crime de violência extrema chegou às autoridades por meio da tia de Eloá, que encontrou a criança já sem vida e imediatamente levantou a suspeita de que o padrasto havia cometido o espancamento. Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas com urgência para o Residencial Monte Pascoal, mas, ao chegarem ao local, os militares constataram a morte da bebê, que não resistiu aos ferimentos. Embora tenham iniciado os procedimentos de reanimação, a morte foi confirmada no local.
A cena no local da tragédia indicava a violência extrema sofrida pela pequena Eloá. O corpo da criança apresentava diversas e graves lesões que sugerem um quadro de tortura: queimaduras de cigarro visíveis pelo rosto, olho roxo com múltiplas lesões na face, presença de sangue ao redor da boca e outros ferimentos pelo corpo, além de um pescoço quebrado.
O momento da prisão de Diego Silva Carvalho e da mãe da criança foi marcado por forte comoção e revolta popular. Moradores da região cercaram a casa dos acusados, proferindo ameaças e deixando um aviso claro: "espera quando você voltar", indicando que os agressores e assassinos estariam "jurados" pela comunidade.
O padrasto foi levado em uma viatura, enquanto a mãe foi conduzida em outra, separadamente.
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As primeiras informações indicam que tanto a mãe quanto o padrasto são usuários de drogas. O padrasto, Diego Silva Carvalho, possui um extenso histórico criminal, com várias passagens pela polícia por crimes como lesão corporal, dano, invasão de domicílio e até registros na Delegacia da Mulher. Um fator que chamou a atenção das autoridades é que, no momento da denúncia, ele estava utilizando tornozeleira eletrônica. A mãe, por sua vez, havia retomado o contato com a filha há pouco tempo, após a menina viver sob os cuidados da família do pai. Em depoimento preliminar, o padrasto reforçou que as agressões contra a criança eram constantes.
A Polícia Civil abriu inquérito para investigar o caso, confirmar a causa da morte e determinar a responsabilidade de cada um dos suspeitos pela agressão brutal. O corpo da criança foi removido para o Instituto Médico Legal (IML) para a realização de exames cadavéricos que detalharão as causas da morte e a extensão das lesões. A mãe está sob investigação por possível participação no crime ou por omissão.

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A mãe informou aos agentes que trabalha durante o dia e, por esse motivo, as crianças ficariam sozinhas em casa.
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