Ossada encontrada em mata é de jovem trans desaparecida há mais de 1 ano
Informação foi confirmada nesta sexta-feira (1°/9), pela Polícia Civil (PC). Dois homens foram presos suspeitos de envolvimento na morte de Alícia Marques

A ossada humana encontrada em dezembro de 2022, em uma mata de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, é de Alícia Marques, que estava desaparecida desde fevereiro de 2022. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (1°), pela Polícia Civil (PC).
Fabricia da Silva, mãe da jovem, relata que Alícia desapareceu no dia 12 de fevereiro, no Jardim Helvécia. A estudante saiu de casa nesse dia e, desde então, não foi mais vista. Dois homens foram presos suspeitos do crime.
O caso foi investigado inicialmente pela delegada Luiza Veneranda, do 1º Distrito Policial (DP). Posteriormente, o delegado Jonatas Barbosa, do 4º DP, assumiu o caso e, em janeiro deste ano, solicitou o arquivamento. Depois, a investigação foi retomada e concluída pelo delegado Fabrício Flávio, da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic).
"O crime foi premeditado e orquestrado pelos autores. Nós hoje buscamos dar um alento a essa família, a mãe aguardou pela filha por 1 ano e 7 meses”, afirmou o delegado.
A promotora Simone Disconsi de Sá Campos, atual responsável pela 7ª PJ de Aparecida de Goiânia, afirmou que teve acesso prévio ao inquérito e declarou não estar de acordo com o arquivamento do caso.
Segundo a polícia, a confirmação do DNA foi realizada nos últimos 40 dias, quando o caso passou a estar sob os cuidados da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC). O delegado explicou que o crime ocorreu no mesmo dia do desaparecimento. A Polícia Civil informou que o laudo com a causa da morte deverá ser divulgado na próxima semana.
Nota do Ministério Público
"O Ministério Público de Goiás (MPGO) esclarece que o inquérito policial foi remetido na tarde de hoje à 7ª Promotoria de Justiça de Aparecida de Goiânia, que tem atribuição na vara judicial responsável pelo caso. No entanto, a promotora Simone Disconsi de Sá Campos (atual responsável pela 7ª PJ de Aparecida de Goiânia) esclarece que teve acesso prévio ao inquérito e adianta que não está de acordo com o pedido de arquivamento. Ela adianta que solicitará diligências complementares, assim como o envolvimento de outras unidades investigativas."
Emtenda o caso
Alícia desapareceu no dia 12 de fevereiro, no Jardim Helvécia, em Aparecida de Goiânia. Inicialmente, o caso foi investigado pela delegada Luiza Veneranda, do 1 º Distrito Policial (DP). O delegado Jonatas Barbosa, do 4º DP, assumiu o caso e solicitou o arquivamento em janeiro deste ano. Depois, a investigação foi retomada e concluída pelo delegado Fabrício Flávio, da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic).
Quando desapareceu, Alícia usava uma calça jeans azul claro, bota preta de salto, blusa de gola alaranjada e tem o cabelo vermelho. A mãe conta que Alícia não informou para onde estava indo, mas que sempre voltava para casa no dia seguinte após sair e nunca fez algo parecido. Fabricia fala que a filha não tem inimigos e teme que alguém tenha a feito mal por ela ser transsexual.
“Domingo de manhã eu não a vi no quarto e liguei. O celular já deu desligado e as mensagens não foram entregues. Rastreamos o aparelho e estava no Jardim Dom Bosco, andamos por toda a região e não deu certo”, conta Fabricia da Silva, mãe de Alicia.

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