“Organizadora” diz que agro goiano bancou mais de 3 mil ônibus para promover terrorismo em Brasília
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (18) a 24ª fase da Operação Lesa Pátria, com o objetivo de identificar pessoas que planejaram, financiaram e incitaram atos antidemocráticos

Trecho do Relatório do Ministério Público Federal (MPF), que apresenta prints de conversas entre os envolvidos nos atos terroristas à Praça dos Três Poderes em Brasília, no histórico 08 de Janeiro de 2023, trouxe mais uma personagem que se coloca no centro dos fatos. Ela foi identificada como “Lúcia Banerj”, o que demonstra que se trata de um alvo do Rio de Janeiro e, possivelmente, funcionária do banco.
Nas conversas flagradas pela Polícia Federal, em mais uma fase da Operação Lesa Pátria, Lúcia afirma que “seria presa a qualquer momento”, dá risada e explica que está no meio da organização dos atos em Brasília.
Em seguida, a extremista coloca empresários do Agro de Goiás na mira da Polícia Federal, já que na troca de mensagens, em um grupo de extremistas, para um tal de “Júnior”, ela fala que após do agro goiano, dos arredores de Brasília, deram apoio para a chegada de três mil ônibus com dezenas de criminosos que invadiriam as sedes dos poderes e causariam o que foi viso por todo o mundo, num capítulo da história brasileira marcada pela tentativa de um golpe de estado, contra a democracia e apontados como atos terroristas.
“Oi Júnior, Tudo bem? Com certeza eu vou ser presa a qualquer momento, por que eu estou no meio do pessoal organizando. O pessoal do Agro lá de Goiânia, dor arredores de Brasília, e tudo. O Agro botou um aí um apoio para três mil ônibus. Eu não sei nem como eles vão sair. O pessoal tá combinando de chegar em diversos horários, assim... para não, né? Genter que vai chegar de madrugada, gente que vai chegar, o negócio tá grande, o negócio tá bonito”, diz a extremista.
A mensagem de Lúcia deixa claro a organização para a efetivação da invasão e dá noção de como estava organizado para que os ônibus chegassem em horários diferentes para tentar despistar as forças de segurança e agirem de forma “surpresa”.
A fala da acusada mostra que os grupos estavam se comunicando entre si e combinando os horários de chegada, numa organização de escala.
Outro ponto é a entrega do “agro goiano”, de empresários da região no entorno de Brasília que teriam bancado financeiramente pelos menos três mil ônibus de extremistas, confirmando esses empresários do agro goiano como financiadores e colocando na mira da Polícia Federal.
24ª fase da Operação Lesa Pátria
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (18/1) a 24ª fase da Operação Lesa Pátria, com o objetivo de identificar pessoas que planejaram, financiaram e incitaram atos antidemocráticos ocorridos entre outubro de 2022 e o início do ano passado, no interior do estado do Rio de Janeiro/RJ.
Ao todo, estão sendo cumpridos 10 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal, nos estados do Rio de Janeiro (8) e no Distrito Federal (2).
Os fatos investigados constituem, em tese, os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, associação criminosa e incitação ao crime.
As investigações continuam em curso e a Operação Lesa Pátria é permanente, com atualizações periódicas acerca do número de mandados judiciais cumpridos e pessoas capturadas.

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