Operação do MPGO e Polícia Penal mira líderes do PCC que atuavam dentro de presídios
De acordo com o MPGO, a investigação teve origem nas Operações Sintonia e Sintonia do Entorno, deflagradas anteriormente pelo Gaeco.

O Ministério Público de Goiás (MPGO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Entorno do Distrito Federal (Gaeco Entorno), em parceria com a Diretoria-Geral de Polícia Penal de Goiás (DGPP), deflagrou na manhã desta quarta-feira (22) a Operação Vigília, voltada ao combate de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) que atuavam dentro de unidades prisionais.
A ação, autorizada pela 1ª Vara de Garantias de Goiânia, resultou no cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão em presídios de Planaltina, Santo Antônio do Descoberto, Formosa, Alexânia e Rio Verde, além do Complexo da Papuda, no Distrito Federal. A operação contou com o apoio do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e da Polícia Civil do DF (PCDF/Decor).
Investigações
De acordo com o MPGO, a investigação teve origem nas Operações Sintonia e Sintonia do Entorno, deflagradas anteriormente pelo Gaeco, que revelaram a continuidade das ações da facção criminosa dentro dos presídios. Mesmo presos, os integrantes do PCC continuavam a cooptar novos membros e a transmitir ordens para comparsas em liberdade, utilizando-se de visitantes e outros meios clandestinos para comandar crimes como tráfico de drogas, homicídios e estelionatos.
O Gaeco apurou ainda que Goiás é um ponto estratégico para a facção, por estar situado na chamada Rota Caipira — corredor logístico usado para o transporte de drogas vindas do Paraguai, Peru e Bolívia, com destino a outros estados e até a outros continentes, como Europa e Ásia. Essa posição geográfica reforça o interesse do PCC em expandir sua atuação na região.
Promotoras e promotores do Gaeco destacaram que o monitoramento constante dos presídios e a integração entre os órgãos de segurança pública têm sido fundamentais para enfraquecer a estrutura da organização criminosa em Goiás. Segundo eles, a vigilância permanente e a cooperação institucional são essenciais para conter a expansão do crime organizado e proteger a sociedade.

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