Noivo mata professora com tiro no rosto, altera cena do crime e forja suicídio
De acordo com a acusação, no dia dos fatos, a vítima estava na casa de Hozannah, quando ele a agrediu fisicamente, deixando hematomas em seu corpo

Após 18 horas de julgamento, o Tribunal do Júri de Formosa condenou Hozannah Fonseca de Deus Filho a 27 anos e 6 meses de prisão pela morte da noiva, Larissa Quintino de Souza, além de desacato e resistência. Os crimes ocorreram em 2 de novembro de 2020, quando o réu, após agredir a vítima, a matou com um tiro no rosto e simulou que ela teria cometido suicídio.
Na denúncia, oferecida pelo promotor de Justiça Douglas Chegury, é detalhado que o casal mantinha um relacionamento conturbado, com histórico de agressões verbais e físicas, e registros formais de algumas ocorrências. Ainda de acordo com a acusação, no dia dos fatos, a vítima estava na casa de Hozannah, quando ele a agrediu fisicamente, deixando hematomas em seu corpo.
Em seguida, atirou a curta distância na cabeça da namorada, com quem se relacionava havia dois anos. Para ocultar a autoria do crime, ele alterou a cena, posicionando a arma de fogo sobre os dedos da vítima e simulou rompimento da porta do quarto, visando justificar que ela estava trancada. No entanto, análise pericial contestou essa hipótese.
Verdade sobre o crime
Conforme os autos, ao sair da casa, ele procurou alguns amigos e um advogado e relatou que a vítima estava morta, induzindo a possibilidade do suicídio. Imediatamente, o serviço de emergência foi chamado, mas Larissa já estava sem vida. Assim que a polícia chegou ao local, ele fugiu e, quando encontrado, resistiu à prisão com agressões físicas, xingamentos e ameaças aos policiais.
Durante a sessão de julgamento, o promotor de Justiça Ramiro Carpenedo Netto sustentou que o homicídio foi cometido com as qualificadoras do motivo torpe (já que a motivação era o ciúme que ele tinha da vítima), com emprego de recurso que impossibilitou a defesa da namorada (estava lesionada e possivelmente sem forças para correr e fugir) e também por menosprezar a condição da mulher e ter praticado violência doméstica (feminicídio).
À época do crime, o delegado Danilo Meneses disse que o casal pode ter tido uma discussão no dia do assassinato, por motivo desconhecido. Relatou ainda que o relacionamento era permeado de ciúmes e até agressão por parte do noivo.
"Eles tinham passado a noite bebendo sem dormir e, provavelmente, houve uma discussão entre o casal. Pelo que a perícia apontou no local, como copos quebrados, vasilhas no chão. Ele tinha sempre crises de ciúmes e já tinha agredido ela várias vezes", disse durante entrevista.

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