"Não pode pegar um decreto da Alego e derrubar por um da Câmara", diz Mabel sobre aprovação na CCJ
Mabel afirmou ainda que o grupo responsável por impulsionar o decreto atua motivado por interesses políticos e resistência ao novo modelo de gestão.

O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), fez duras críticas a um grupo de vereadores da Câmara Municipal após a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovar o fim do decreto de calamidade financeira do município. Em entrevista concedida nesta quarta-feira (8), Mabel afirmou que o movimento é “inconstitucional” e representa uma tentativa de parte dos parlamentares de prejudicar sua administração.
“Não preocupa não, porque isso é inconstitucional. É uma Comissão de Constituição e Justiça que adora votar uma inconstitucionalidade. Você não pode pegar um decreto da Assembleia e ser derrubado por um decreto da Câmara. Existe uma hierarquia de poder”, declarou o prefeito.
Mabel afirmou ainda que o grupo responsável por impulsionar o decreto atua motivado por interesses políticos e resistência ao novo modelo de gestão adotado pela Prefeitura. “Vejo um grupo de vereadores cada vez mais resumido que quer me prejudicar porque eu não tenho dado espaço. Eles precisam entender que a cidade mudou, que a administração mudou, o jeito de fazer política mudou”, disse.
Aprovação na CCJ
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou, nesta quarta-feira (08), o Projeto de Decreto Legislativo nº 126/2025, do ex-líder de Mabel, vereador Igor Franco (MDB), que susta os efeitos do Decreto nº 28/2025, do prefeito Sandro Mabel (UB) que declarou estado de calamidade pública financeira em Goiânia no dia 2 de janeiro de 2025.
Franco alegou que a Prefeitura apresentou superávit na última prestação de contas do Prefeito, o que demonstra equilíbrio financeiro. O líder do prefeito na Casa, Wellington Bessa (DC), apresentou voto em contrário, para arquivar o decreto legislativo, mas foi vencido pela maioria (5 votos a favor e 6 contrários). Assim, o relatório da vereadora Kátia Maria (PT), pela aprovação da matéria, foi aprovado pela maioria do colegiado, tendo apenas o voto contrário de Bessa.

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