Mulher trans mente, oferece “vida melhor” a outras, escraviza e obriga se prostituírem em Goiás
Polícia Civil deflagrou operação, invadiu a casa da acusada, identificada como Juliana, nessa quinta-feira (25), em Valparaíso de Goiás, resgatou as vítimas, mas a “dona” não estava em casa

Operação da Polícia Civil regatou oito transexuais, sendo uma com apenas 14 anos de idade, nessa quinta-feira (25), que viviam em condições similares ao trabalho análogo à escravidão sendo obrigadas a se restituírem sob ameaças de morte em Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal.
A acusada, segundo a polícia, é outra transexual, identificada apenas como “Juliana”, que fazia contato com essas vítimas, que são de outro estado, oferecia “oportunidade de vida melhor” na cidade, dava abrigo, mas, quando as vítimas chegavam, tinham os documentos tomados, ficavam presas e obrigadas a se prostituírem em pontos na cidade controlados pela acusada.
Conforme divulgou a polícia, durante as buscas, as vítimas estavam trancadas e foi necessário usar força para entrar no local. Também foram encontrados documentos de pessoas que não moravam na casa e facas dentro das bolsas das mulheres, pelas quais elas vão responder por posse de arma branca.
Uma das mulheres que estava na casa foi presa preventivamente, por um crime contra o patrimônio, que aconteceu Minas Gerais e tinha o mandado de prisão em aberto.
A operação contou com o apoio da Guarda Municipal, cães farejadores e da Polícia Militar, com a intenção de encontrar a suspeita de ser a dona da casa.
Por conta das denúncias, além dos mandados de busca e apreensão, foi decretada a prisão temporária de Juliana, que não estava no local.
Ainda de acordo com a polícia, caso as vítimas tentassem sair da casa, eram agredidas com socos, facadas, puxões de cabelo e até apanhavam de Juliana com um taco de beisebol, com ajuda de outras mulheres.
Durante a operação de resgate, a polícia encontrou armas, drogas e objetos usados para extorsão e exploração sexual das vítimas, além de filmar uma delas ferida.
"Encaminhamos para o Conselho Municipal. Apesar de não assumirem que estavam em cárcere, elas não tinham a chave do local. Tivemos que arrombar. As informações foram de outras trans que fugiram de lá", explicou a delegada Samya Barros.
A polícia divulgou a foto de Juliana para ajudar nas buscas e identificar novas vítimas ou testemunhas. Caso segue em investigação.

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