Uma noite que começou como um momento de lazer terminou em agressão, desespero e marcas pelo corpo. A auxiliar Natalia Moreira, de 30 anos, afirma ter sido chicoteada e expulsa de um bar no bairro Palmital, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, após uma confusão provocada pelo desaparecimento da bolsa dela dentro do estabelecimento.
O caso aconteceu na última segunda-feira (18), nas proximidades da Praça da Savassi. Segundo o relato da vítima, ela estava sentada em uma mesa do bar e, em determinado momento, saiu até a praça próxima. Quando retornou, percebeu que a bolsa com os pertences pessoais havia desaparecido.
A situação evoluiu rapidamente para violência, segundo Natalia. Ela acusa o proprietário do bar, de 34 anos, de iniciar as agressões.
De acordo com o depoimento, a mulher foi agarrada pelo pescoço e retirada à força do estabelecimento. A filha dela, de apenas 1 ano e 7 meses, também teria sido colocada para fora do local.
Já do lado de fora, Natalia caiu no chão e foi atingida por chicotadas. A criança presenciou toda a cena.
Após o episódio, a vítima procurou a polícia e registrou denúncia sobre o caso. No dia seguinte, terça-feira (19), ela retornou ao estabelecimento e conseguiu recuperar a bolsa e o celular que haviam desaparecido.
Nesta quinta-feira (21), ainda abalada, Natalia relatou o impacto emocional deixado pelas agressões.
“Totalmente roxa, totalmente machucada e com o meu psicológico atacado”, desabafou.
Ela contou que só conseguiu compreender a dimensão do caso ao assistir às imagens da agressão.
“Hoje que consegui, mais ou menos, ter mais noção do que está acontecendo. Consegui ver o vídeo, e quando vi, eu entrei em lágrimas, porque me vi sendo agredida sem poder fazer nada. A minha mãe também ficou comovida. É uma situação muito difícil”, afirmou.
Natalia também questionou o fato de ter sido agredida após relatar o desaparecimento dos pertences dentro do próprio estabelecimento.
“Por mais que eu esteja alterada, nada justifica a agressão que ele fez. Eu era uma cliente do bar. Eu estava no bar, eu fui roubada no estabelecimento dele e ainda fui agredida”, declarou.
A vítima ainda afirmou que o dono do bar já teria se envolvido em outros episódios de violência contra frequentadores e que “tem o costume de fazer isso com todo mundo”.
“Não imaginava que eu seria uma vítima dele”, completou.
O proprietário apontado por Natalia como autor das agressões é procurado pela polícia. O caso segue sob investigação.