Mulher alegou ter engravidado durante estupro para justificar abandono de bebê
Segundo o delegado Juliano Campestrini, de Cristalina, a prisão não foi solicitada “porque é necessário ter cautela na delimitação da conduta da mãe”.

Mulher de 32 anos, nome não divulgado, que abandonou filha recém-nascida em um lote em construção, em Cristalina (283 km da Capital), no domingo (09), foi identificada, localizada e encaminhada para prestar esclarecimentos sobre o fato na Delegacia de Polícia Civil, onde alegou ter abandonado a bebê por ter sido fruto de estupro.
De acordo com a ocorrência, durante as investigações a mulher foi identificada e localizada no hospital do município, onde estava internada após o parto. Na mesma semana, a investigada recebeu alta e foi encaminhada para depoimento na unidade policial.
A acusada relatou que engravidou em decorrência de um estupro em outro estado, escondeu a gravidez pelos nove meses de gestação, pois, tinha medo de a família descobrir, então, abandonou a criança no terreno baldio.
Após os “esclarecimentos”, a mulher foi liberada. A criança segue sob os cuidados da Assistência Social do município.
Segundo o delegado Juliano Campestrini, responsável pelo caso, a prisão não foi solicitada porque é necessário ter cautela na delimitação da conduta da mãe. A corporação aprofundou as investigações para verificar a veracidade do estupro, que teria sido cometido por uma “pessoa próxima” à mulher.
O delegado ressaltou que por enquanto não vi divulgar estado onde teria ocorrido o estupro e o grau de proximidade entre vítima e o suposto estuprador para não atrapalhar o andamento das investigações.
O caso segue em investigação e é tratado como abandono de recém-nascido.
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Relembre o caso
Filhos da cuidadora de idosos Conceição Rodrigues brincavam em um lote em construção quando acharam a recém-nascida abandonada. A bebê estava enrolada em uma coberta. As crianças rapidamente chamaram a testemunha.
No local, a cuidadora pegou a recém-nascida e percebeu que estava viva, mas com sinais de hipotermia, temperatura do corpo abaixo do normal. Em seguida, chamou a Polícia Militar.
Após a chegada do socorro, a criança foi levada para o hospital, onde recebeu atendimento médico. Ela ficou internada na unidade por alguns dias, mas já recebeu alta e foi levada para os cuidados da assistência social.

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