Mensagens secretas de biomédica desaparecida dão novo rumo a mistério em Alexânia
Érika Machado transferiu R$ 10,4 mil para a mãe antes de sumir; polícia trabalha com hipótese de afastamento voluntário

O desaparecimento da biomédica Érika Luciana de Sousa Machado, de 47 anos, ganhou capítulos dramáticos com o avanço da perícia digital. Sumida desde 1º de novembro de 2025, em Alexânia, a análise de seu computador pessoal revelou conversas onde ela confessava profunda tristeza e o desejo de abandonar tudo para "ficar no meio do mato", longe de qualquer contato.
As últimas horas de Érika foram marcadas por movimentações que agora são vistas sob nova ótica pela Polícia Civil. No dia em que desapareceu, ela transferiu R$ 10,4 mil para a conta da própria mãe. A justificativa dada à família na data era de que ela sairia para comprar ração e revisar o carro para uma viagem a Jataí, onde visitaria o pai — trajeto que nunca chegou a ser realizado.
Silêncio digital intriga a polícia
Apesar da quebra de sigilo bancário e digital, a delegada Aline Lopes informou que não houve um único centavo gasto ou acesso a redes sociais desde o desaparecimento. Esse "apagão" total de dados após as mensagens de desabafo reforça a tese de que Érika pode ter planejado um isolamento deliberado. "Não descartamos nada, mas as mensagens reforçam a hipótese de afastamento voluntário", pontuou a delegada.
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Mesmo com as pistas encontradas no computador, o paradeiro da biomédica continua uma incógnita. O carro dela e sua localização física permanecem desconhecidos, mantendo familiares em agonia há mais de 60 dias. A Polícia Civil continua cruzando dados e ouvindo testemunhas para entender se ela recebeu ajuda de terceiros para o suposto isolamento ou se algo pior pode ter acontecido.

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