Médicos prestam depoimento sobre recém-nascido que teve braço quebrado durante parto
A delegada Bruna Coelho ouviu os profissionais da saúde da Maternidade Marlene Teixeira, em Aparecida, nessa quarta e quinta-feira. Os depoimentos seguem nesta sexta.

A delegada Bruna Coelho, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), em Aparecida de Goiânia (55 km da Capital), ouviu, nessa quarta (05) e quinta-feira (06), a diretora da Maternidade Marlene Teixeira e dois médicos envolvidos no parto de Vanessa Tomé Vieira, no dia 18 de dezembro, e denunciou que o filho recém-nascido, João Lucas, sofreu fratura no braço esquerdo durante os procedimentos na unidade de saúde.
Nesta sexta-feira (07), outros membros da equipe que participaram do parto serão ouvidos.
Em depoimento, os profissionais da saúde relataram que o parto teve complicações, já que durante o nascimento, o bebê ficou com o ombro preso ao corpo da mãe. Os médicos esclareceram que nesses casos existem protocolos a serem seguidos, o que foi cumprido corretamente, sem nenhuma “manobra” que caracterize “violência obstetrícia”.
No entanto, de acordo com o depoimento de Vanessa, os médicos teriam realizado “movimentos bruscos” sobre a barriga dela durante o parto e “essas manobras” teriam ocasionado a lesão no braço do recém-nascido.
A delegada explicou que se trata de uma ocorrência muito específica, envolvendo medicina, área muito distante dos investigadores e que por conta disse precisa angariar muitos elementos técnicos para embasar e concluir o inquérito.
Bruna relatou que foi pedido “pareceres técnicos” do Conselho Regional de Medicina (CRM) sobre os procedimentos nesses casos, além que questionamentos ao Instituto Médico Legal (IML), onde João Lucas passou por exame de corpo de delito, que constatou a fratura no braço, para contrapor com as informações prestadas pelos médicos.
Sobre o depoimento da diretora da maternidade, a delegada explicou que é mais para entender as questões administrativas da unidade, como entender quem são os profissionais que trabalharam no parto, documentos que podem embasar o inquérito relacionado ao procedimento na unidade, entre outros pontos relacionados à rotina e o dia específico do fato.
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Já os médicos ouvidos prestaram esclarecimentos sobre o “pós-parto”, a delegada quis entender o que aconteceu com a criança após o nascimento, o encaminhamento ao ortopedista, ou seja, as circunstâncias e cuidados após o parto.
“É bastante detalhista, são questões técnicas, específicas, envolvem medicina, que não é área específica da polícia, então, necessito de, além das oitivas, de outras diligências, que estão sendo realizadas, como pareceres do CRM, respostas do IML sobre dúvidas que surgiram durante o inquérito sobre informações dadas pelos médicos”, explicou a delegada Bruna Coelho.

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