Médicas são indiciadas por morte de idoso
Além da vítima fatal, outros 22 pacientes atendidos na clínica tiveram as mesmas reações devido à falta de tratamento da água usada pelo equipamento, em Goiânia.

Três médicas, uma enfermeira e um técnico foram indiciados por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, pela Polícia Civil, na tarde desta quarta-feira (1º), em decorrência das investigações da morte de um idoso de 84 anos, nome não divulgado, em uma clínica especializada em hemodiálise, no Jardim América, em Goiânia.
O fato aconteceu em 2016. Os nomes dos envolvidos e da unidade de saúde não foram divulgados.
À época, cinco pessoas foram internadas em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) após procedimentos de hemodiálise nessa clínica. Além deles, outros 18 pacientes sofreram de “reação pirogênica”, que causa sintomas como náuseas, calafrios e dores no corpo.
O delegado Manoel Borges, responsável pelas investigações, explicou que a água usada na hemodiálise deveria passar por tratamento diariamente, porém, o equipamento não estaria “fazendo o serviço”.
Um técnico foi chamado para consertar a máquina, mas não resolveu o problema completamente, ainda assim os pacientes foram submetidos à hemodiálise.
No mesmo dia, cinco pacientes tiveram as mesmas reações pirogênicas. Já no dia seguinte, outras 18 pessoas, que passaram pelo procedimento, passaram mal, cinco precisaram ser transferidas à UTI e o idoso não resistiu.
A Vigilância Sanitária deveria ter sido acionada para fiscalizar o estabelecimento, mas só soube dos fatos através de denúncia anônima após os casos, quando o órgão fechou a clínica por mais de 10 dias.
A Polícia Civil concluiu que houve negligência por parte das médicas proprietárias da clínica, além da enfermeira e do técnico de hemodiálise, responsáveis pelos procedimentos.
O inquérito foi finalizado e encaminhado ao Ministérios Público, que vai analisar todo o processo e decidir se denuncia os acusados à Justiça.

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