Mãe dr0g@ filhos com "tarja preta" para fazer dormirem; bebê entre as vítimas
Bebê de seis meses chegou em estado mais grave com sonolência intensa; caso foi descoberto após ida ao pronto-socorro e acionamento do Conselho Tutelar

A mulher teria medicado os três filhos com substâncias classificadas como “tarja preta”, entre elas o clonazepam.
Uma mãe de 41 anos é investigada por suspeita de ter administrado o medicamento sedativo clonazepam aos próprios três filhos, em um caso que chocou o município de Taiaçu, no interior de São Paulo. Natalia Aparecida da Silva chegou a ser presa em flagrante no último sábado (27), acusada de maus-tratos contra menores de 14 anos, mas acabou liberada provisoriamente pela Justiça após audiência de custódia.
As crianças — uma bebê de seis meses, um menino de 3 anos e um adolescente de 15 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) — foram levadas ao pronto-socorro de Bebedouro em estado de sonolência, após intervenção de uma amiga da família.
O caso veio à tona no último fim de semana, quando a amiga da mãe percebeu que as crianças apresentavam sinais preocupantes de sonolência excessiva. Ela decidiu levá-las ao Pronto-Socorro de Bebedouro, onde a equipe médica identificou o quadro e acionou as autoridades.
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher teria medicado os três filhos com substâncias classificadas como “tarja preta”, entre elas o clonazepam, usado como sedativo.
A situação mais grave era a da bebê de apenas seis meses, que chegou à unidade de saúde em “intenso estado de sonolência” e precisou permanecer em atendimento na sala de emergência, sob monitoramento contínuo. Já o adolescente de 15 anos, diagnosticado com TEA, também apresentava sonolência, porém em menor intensidade. A criança de 3 anos estava em condição considerada menos grave em comparação aos irmãos.
Diante da gravidade do caso, a equipe médica informou o Conselho Tutelar de Taiaçu, que acionou a Guarda Civil Municipal. Os agentes foram até a residência da suspeita para averiguação.
No depoimento, a mãe apresentou versões contraditórias sobre o ocorrido. Primeiro, afirmou que o marido poderia ter dado o medicamento às crianças. Em seguida, mudou a versão e alegou que a criança de 3 anos poderia ter ingerido o remédio de forma acidental.
Após o atendimento médico e a intervenção das autoridades, as crianças foram encaminhadas e ficaram sob os cuidados da tia paterna, enquanto o caso segue sob investigação. A mulher foi detida em flagrante, mas liberada posteriormente pela Justiça após audiência de custódia, e deve responder por suspeita de maus-tratos.
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