Mabel faz último apelo para tentar salvar Imas e diz que "fechamento pode ser imediato"; assista
Com dívida de R$ 226 milhões, instituto ganha uma última tentativa de sobrevivência. Prefeito pede ao TCM a liberação de licitação de R$ 12 milhões e avisa que, se a situação não melhorar, o IMAS será extinto

O prefeito Sandro Mabel fez um último apelo ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) para tentar evitar o fechamento do Instituto de Assistência dos Servidores Municipais (IMAS).
O prefeito Sandro Mabel (UB) fez um último apelo ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) para tentar evitar o fechamento do Instituto de Assistência dos Servidores Municipais (IMAS). A Prefeitura pediu que seja destravada uma licitação de cerca de R$ 12 milhões, suspensa desde março, para contratar uma empresa responsável por dar apoio administrativo ao instituto. Segundo o prefeito, essa será a última tentativa para salvar o órgão, que acumula uma dívida de R$ 226 milhões.
De acordo com Mabel, o IMAS deve encerrar 2026 novamente no vermelho, com déficit estimado em R$ 15 milhões. Diante do cenário financeiro considerado crítico, ele afirmou que, caso a contratação da empresa não seja suficiente para reverter a situação, a Prefeitura encerrará definitivamente as atividades do instituto.
"Nós vamos fechar de imediato o IMAS. Infelizmente, nós vamos pagar para cada pessoa lá o que nós gastamos, nós vamos passar para os nossos funcionários o valor e pronto. Nós não temos razão [para] uma prefeitura ter um instituto municipal que tem um custo enorme e presta um mau serviço", declarou o prefeito.
A licitação, estimada em R$ 12 milhões, está paralisada desde março após o TCM apontar que o processo precisava de esclarecimentos e não continha todas as informações necessárias para prosseguir. Agora, a administração municipal tenta convencer o tribunal a liberar o certame para permitir a contratação da empresa que deverá auxiliar na gestão do IMAS.
Segundo a Prefeitura, a expectativa é que a empresa ajude a reorganizar o funcionamento do instituto, reduzir despesas e tentar recuperar o equilíbrio financeiro. A administração municipal considera essa a última alternativa antes de decidir pelo encerramento definitivo do plano de assistência dos servidores.
Em nota, o Tribunal de Contas dos Municípios informou que não há prazo previsto no regimento para que o processo volte a julgamento. O órgão explicou que o relator somente devolverá o caso para análise quando entender que todas as informações necessárias tiverem sido reunidas.














