Líder do PCC que ameaçou delegado em Aparecida é preso no interior de SP
Além da prisão, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão contra investigados ligados à organização criminosa em Aparecida de Goiânia.

Uma operação da Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), com apoio da Polícia Civil de São Paulo, resultou na prisão de um líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) e no cumprimento de mandados em Aparecida de Goiânia, nesta quinta-feira (9).
O principal alvo da ação foi Rivonaldo de Moura Xavier, apontado como liderança da facção criminosa. Ele teve a prisão preventiva decretada e foi capturado na cidade de Votorantim (SP). Segundo as investigações, ele teria feito ameaças diretas ao delegado Humberto Teófilo, enquanto este esteve lotado na Central de Flagrantes de Aparecida de Goiânia, situação que motivou, inclusive, a saída do policial da atividade operacional.
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Outros alvos da operação
Além da prisão, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão contra investigados ligados à organização criminosa em Aparecida. Entre os alvos estão Wellington Carlos Tavares de Souza, Samila Victoria Pereira de Oliveira, Michael Douglas Sousa Santos e o ex-vereador William Ludovico de Almeida.
O nome do ex-parlamentar chama atenção por seu histórico recente de envolvimento em ocorrências policiais. Em fevereiro deste ano, ele foi preso em flagrante suspeito de furtar energia elétrica em um supermercado de sua propriedade, após a constatação de uma ligação clandestina que teria gerado prejuízo superior a R$ 20 mil apenas em um mês. Durante a ação, ele também foi autuado por ameaça, desacato e resistência.
As investigações apontaram ainda que o ex-vereador é reincidente nesse tipo de crime, já tendo outros registros por furto de energia elétrica e sendo alvo de apurações semelhantes anteriormente.
Além disso, William Ludovico já foi condenado pela Justiça por participação em um esquema de “funcionário fantasma” na Câmara Municipal de Aparecida, que desviou cerca de R$ 25 mil de recursos públicos. Como resultado, ele sofreu sanções como suspensão dos direitos políticos, perda da função pública e multa.
A Polícia Civil não descarta novas fases da operação.

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