Ladrões de joalheria em Goiânia caem nas mãos da PM e confessam furto de R$ 400 mil; veja
Após furtarem joias avaliadas em cerca de R$ 400 mil durante uma invasão pelo forro de um shopping em Goiânia, três suspeitos foram localizados e presos em menos de 24 horas. Dois eram foragidos da Justiça

A Polícia Militar de Goiás prendeu os três integrantes da quadrilha suspeita de furtar cerca de R$ 400 mil em joias de uma joalheria localizada dentro de um shopping de Goiânia. O crime aconteceu na madrugada de domingo (19) e mobilizou uma força-tarefa com cerca de 180 policiais militares, que localizaram os suspeitos na região do Entorno do Distrito Federal. Segundo a corporação, dois dos presos estavam foragidos da Justiça e todos já possuem antecedentes criminais.
De acordo com o comandante da operação, coronel Batista, o furto foi planejado nos mínimos detalhes. Os criminosos entraram no shopping pouco antes do fechamento, no sábado, e se dividiram para passar a noite escondidos no interior do centro comercial. Um deles permaneceu em um banheiro de um restaurante, enquanto o outro se escondeu em uma loja vizinha à joalheria.
Durante a madrugada, o invasor acessou o forro do shopping pelos dutos do ar-condicionado, entrou na joalheria por cima do teto e retirou as joias expostas. Depois da ação, retornou à loja vizinha, onde aguardou até a abertura do shopping na manhã de domingo para deixar o local sem levantar suspeitas.
A Polícia Militar tomou conhecimento do furto por volta das 14h de domingo e iniciou imediatamente uma grande operação. Com apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICO), do serviço de inteligência do BOPE e da Polícia Militar do Distrito Federal, os investigadores analisaram imagens de câmeras por quase dois quilômetros até identificar o veículo usado na fuga.
Segundo o coronel Batista, um sistema de inteligência artificial utilizado no combate ao crime foi decisivo para localizar os suspeitos. A abordagem ocorreu na região do Entorno de Brasília e as prisões foram realizadas em Santo Antônio do Descoberto.
As investigações apontaram ainda que, para despistar a polícia, os criminosos trocaram de roupa duas vezes logo após deixarem o shopping. Eles também utilizaram um carro de aplicativo antes de embarcarem em outro veículo para continuar a fuga.
A PM afirma que o grupo já vinha praticando esse tipo de crime. Conforme o comandante, um dos presos participou de outro furto semelhante em uma joalheria de um shopping em Uberlândia, no último dia 2 de julho, reforçando a suspeita de que a quadrilha atua de forma especializada.
Durante as prisões, os policiais recuperaram parte das joias furtadas e descobriram que os objetos haviam sido vendidos para receptadores no Distrito Federal. Todos os compradores foram identificados e as informações repassadas à Polícia Civil, que dará continuidade ao inquérito.
O coronel Batista alertou que quem compra produtos de origem criminosa também responde criminalmente. Segundo ele, a existência de receptadores é um dos fatores que alimentam esse tipo de ação.
A Polícia Militar acredita que pelo menos dois integrantes participaram diretamente da invasão ao shopping, enquanto o terceiro teria dado apoio externo. A corporação informou ainda que pretende se reunir com representantes do shopping e donos de joalherias para reforçar os protocolos de segurança e dificultar novas ações criminosas.
Confissões
Durante os depoimentos, os presos detalharam como o plano foi executado.
Rafael Santos Rodrigues afirmou que saiu de Brasília para participar da ação após receber orientações sobre o horário de fechamento do shopping e a loja que seria alvo.
"Quando chegamos lá, ele falou que o shopping fechava tal hora e qual loja era pra entrar. Na hora que o shopping fechou, eu botei o cara pra entrar pelo forro e pegar a loja."
Já Ronaldo Silva Aguiar confessou que foi o responsável por entrar na joalheria pelo teto. Segundo ele, tentou desligar o alarme, mas não conseguiu.
"Aí eu fui pegar só o que estava na vitrine. Não consegui pegar mais por causa do alarme."
Apesar do prejuízo milionário causado pelo furto, a Polícia Militar destaca que a rápida identificação dos envolvidos, a recuperação das joias e a prisão em flagrante representam um duro golpe contra a quadrilha especializada em ataques a joalherias de shopping centers.














