Justiça nega soltura de mulher que arrancou dedo de militar “no dente”
O pedido de revogação da prisão preventiva partiu do Ministério Público de Aparecida de Goiânia e foi assinado pelo promotor Marcelo Faria da Costa Lima

O juiz Rodrigo Rodrigues de Oliveira e Silva, da 1ª vara criminal de Aparecida de Goiânia, rejeitou parecer do Ministério Público e manteve a Fernanda Ferreira de Sousa, 26 anos, acusada de decepar o dedo de um policial militar ao entrar em luta corporal durante abordagem numa distribuidora de bebidas, do Setor Colina Azul, no último sábado (04).
O parecer foi assinado pelo promotor Marcelo Faria da Costa Lima.
Além do subtenente, que perdeu parte do dedo polegar, outro militar, que acompanhava a ação, foi agredido.
A esposa da acusada, Hellen Cristina Ferreira Souza, 21 anos, também envolvida na confusão e citada no pedido do MP à Justiça, teve a prisão mantida.
Como argumento para rejeitar o parecer do MP, Rodrigo Rodrigues citou a necessidade de resguardar a ordem pública e ressaltou a gravidade e periculosidade das acusadas, que desrespeitaram a atuação policial e agiram com extrema ousadia por resistir e causar sério ferimento ao policial durante a abordagem.
“Restou indeferido o pedido de revogação de prisão preventiva nos autos”, decidiu o juiz.
Entenda o caso
Fernanda foi presa numa distribuidora de bebidas de Aparecida de Goiânia, na região metropolitana da Capital, acusada de morder e arrancar parte do dedo de um subtenente da Polícia Militar, 50 anos, durante abordagem no último sábado (04).
Além do subtenente, outro militar, que acompanhava a ação, foi agredido.
A esposa da acusada, Hellen Cristina, 21 anos, também foi detida por desacato e agressão.
Na denúncia consta que Fernanda reagiu à abordagem dos policiais. Ela estava fumando e chegou a soprar fumaça no rosto de um dos militares.
Em seguida, elas afirmaram que os PMs não eram competentes e deveriam ir para outro lugar, momento em que receberam voz de prisão por desacato.
Ao ver a esposa algemada, a acusada entrou em luta corporal com o subtenente que, ao tentar se defender, colocou a mão no rosto e teve parte do dedo arrancado à mordida.
Apesar da confusão, os militares conseguiram controlar a situação e prender as agressoras.
Elas foram encaminhadas à Central de Flagrantes de Aparecida de Goiânia, já o militar precisou ser levado ao hospital.
No hospital, o médico afirmou que não havia possibilidade de restauração do dedo.

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