Justiça mantém prisão de subtenente da PM acusado de estupro coletivo
Outros dois homens também continuam presos; polícia procura por mais três suspeitos

O Tribunal de Justiça de Goiás manteve a prisão do subtenente da Polícia Militar do Distrito Federal Irineu Marques Dias, de 44 anos, além de mais dois homens, que são acusados de envolvimento em um estupro coletivo. O juiz Leonardo Lopes dos Santos Bordini negou o pedido de liberade feito pela defesa dos suspeitos, sem direito a fiança.
O crime aconteceu na madrugada do último sábado (9), durante uma festa no Setor 1 de Águas Lindas de Goiás. A jovem de 25 anos contou ter sido violentada por seis homens por quase cinco horas.
Ela estava em um quarto, com a intenção de dormir, quando o subtenente invadiu o local por volta das 3h. O militar estava em horário de serviço.
Em depoimento à Polícia Civil de Goiás, a vítima relatou que pediu ajuda para outras pessoas que estavam na festa, mas não foi ouvida.
A jovem conta que eles revezavam entre si para estuprá-la. Ela só conseguiu sair por volta das 7h, quando os acusados abriram a porta do quarto. A vítima, então, pediu socorro aos vizinhos, que acionaram o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar. Ela foi encaminhada ao Hospital Municipal Bom Jesus.
Um exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) apontou secreções identificadas como vestígios de abuso sexual, com risco de gravidez e infecções sexualmente transmissíveis.
Após a denúncia, a Polícia Militar foi até o local e prendeu seis pessoas. Na delegacia, a jovem reconheceu Irineu, Thiago de Castro Muniz, de 36 anos, e Daniel Marques Dias, 37, que é irmão do militar. A polícia procura outros três suspeitos.

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