Justiça mantém presos PMs suspeitos de formar grupo de extermínio em Goiânia
Os sargentos Leneker Campos e Thiago Lemes, um deles da segurança do vice-governador, são investigados pela morte do empresário Fabrício Brasil

A Justiça de Goiás decidiu manter a prisão temporária de dois sargentos da Polícia Militar e de outros dois civis suspeitos de integrar um grupo de extermínio atuante em Goiânia. O grupo é investigado pela execução do empresário Fabrício Brasil Lourenço, assassinado em frente à sua pastelaria no Bairro Feliz em outubro. A Delegacia de Homicídios (DIH) afirma que o crime foi uma execução premeditada e aponta militares na ativa como os autores diretos e logísticos do assassinato.
Os militares detidos são o Primeiro Sargento Leneker Campor Aires de Oliveira, que integrava a equipe de segurança do vice-governador Daniel Vilela, e o Terceiro Sargento Thiago Lemes de Oliveira. Ambos, assim como o Tenente-Coronel Alessandro Regys Reis de Carvalho, que teve a casa alvo de busca e apreensão, estão na ativa.
A Polícia Civil afirma que os sargentos Leneker Campos e Thiago Lemes foram os executores diretos de Fabrício Brasil. O inquérito revela a colaboração de José Antônio Moreira dos Santos, empresário e ex-integrante do Exército Brasileiro, que foi preso sob a suspeita de ter fornecido apoio logístico antes e depois da execução. Outro detido por envolvimento no crime é Cleyton Souza Lima.
Motivações Suspeitas
A vítima, Fabrício Brasil, não possuía antecedentes criminais. A investigação da DIH analisou o histórico do empresário e levantou três possíveis motivos para a execução:
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Queima de Arquivo: O empresário foi alvo de uma operação anterior que apurava um desvio milionário na Secretaria de Saúde de Goiânia.
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Crimes Cibernéticos: Possível envolvimento da vítima em atividades digitais ilícitas.
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Vingança por Estupro: Hipótese considerada a mais provável pela PC. Fabrício teria sido acusado em 2020 de abuso sexual contra uma parente do Coronel Alessandro Regys, caso no qual ele foi absolvido.
O Coronel Alessandro Regys, locado no Serviço Aéreo do Estado de Goiás, foi ouvido durante a investigação.
Os sargentos da PM detidos, Leneker Campos e Thiago Lemes, foram encaminhados ao Presídio Militar. Já os civis José Antônio e Cleyton Souza Lima permanecem detidos em uma cela da Delegacia Estadual de Capturas.
A Polícia Civil cumpriu nove mandados de busca e apreensão em Goiânia, Senador Canedo, Nova Veneza e Trindade. Em nota, a corporação informou que as investigações seguem em andamento sob sigilo até a conclusão do inquérito policial.

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