Jovem é executado à traição enquanto esperava suco em praça de Goiânia
Polícia Militar fez varredura pelo setor Finsocial, mas dupla que participou da morte de Dener Silva segue foragida.

Um jovem de 29 anos, identificado como Dener Silva, foi assassinado com vários tiros na cabeça e nas costas enquanto esperava um lanche na antiga Praça do Ponto Final, no setor Vila Finsocial, na região noroeste de Goiânia, na noite de sexta-feira (15). Toda a ação dos criminosos foi gravada por câmeras de segurança da rua, que agora estão nas mãos da polícia. Veja vídeo no final da reportagem
Pelas imagens da câmera, dá para ver que a noite corria tranquila. Dener chegou sozinho ao local, pilotando uma motocicleta, por volta das 21h20. Ele encostou o veículo, pediu um suco no balcão e, enquanto o pedido não ficava pronto, sentou-se calmamente no meio-fio para mexer no celular e esperar.
Pouco tempo depois, uma motocicleta suspeita estacionou perto de um açougue ali do lado. O motorista desceu e foi em direção a Dener. De acordo com o que a reportagem apurou no local, o assassino chegou a trocar algumas palavras rápidas com a vítima. Logo em seguida, ele deu as costas, buscou a arma que estava escondida, voltou correndo e pegou o jovem totalmente de surpresa, atirando várias vezes por trás.
O Corpo de Bombeiros foi chamado às pressas por testemunhas que lanchavam no local e entraram em pânico. Porém, quando os socorristas chegaram à praça, não havia mais nada a fazer: Dener morreu na hora, sentado na calçada.
Na hora de fugir, o assassino passou por um sufoco que quase o fez ser pego. Ele correu de volta para a sua moto e tentou dar a partida várias vezes, mas o veículo falhou e não ligou de jeito nenhum. Vendo que ia ficar para trás, um segundo criminoso, que também estava de moto dando cobertura ao crime, se aproximou rapidamente. O atirador subiu na garupa desse comparsa e os dois aceleraram, sumindo no escuro em direção ignorada.
A moto que o assassino deixou para trás foi recolhida pela Polícia Militar e vai passar por uma perícia técnica minuciosa para colher digitais que ajudem a descobrir o nome do dono. Os policiais também guardaram o celular de Dener para ver se ele vinha recebendo ameaças de morte. O caso agora está sob os cuidados da Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH), que tenta descobrir quem são os dois homens e por que Dener foi executado.

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