Jovem de 22 anos finge sequestro para extorquir os próprios pais
O caso começou na quarta-feira (8), quando a mãe do jovem, de 46 anos, procurou a polícia para comunicar o desaparecimento do filho.

Um jovem de 22 anos forjou um sequestro para tentar obter dinheiro dos próprios pais em Santo André, na Região Metropolitana de São Paulo. Após ser descoberto pela polícia, ele admitiu que a farsa tinha como objetivo pagar dívidas de jogos de azar e gastos no cartão de crédito.
O caso começou na quarta-feira (8), quando a mãe do jovem, de 46 anos, procurou a polícia para comunicar o desaparecimento do filho. Segundo ela, ele teria saído para trabalhar como manobrista, mas não chegou ao local de serviço.
No final da tarde, a família começou a receber mensagens e áudios alegando que o jovem estava sendo mantido refém por criminosos e que seria libertado apenas mediante o pagamento de R$ 2 mil. Em uma gravação, ele pediu ajuda:
“Por favor, me ajuda, mãe. Eles me sequestraram, eu estou agoniado, eu quero ir pra casa.”
Em outros áudios, ele insinuava que estaria sendo agredido pelos sequestradores e que suas mãos poderiam ser cortadas caso o resgate não fosse pago. Pelo celular de um amigo, o jovem também mencionou uma transferência de R$ 50 feita pela mãe.
A polícia, por meio da 1ª Delegacia Antissequestro (DAS) do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), localizou o endereço onde ele estaria escondido. Durante a madrugada, após o envio do resgate pelos familiares, os pais encontraram o jovem descalço, sem camisa e com um ferimento na perna, que ele alegou ter sido causado por agressões.
A confissão e as dívidas de jogos de azar
Questionado na delegacia, o jovem admitiu que havia saído de casa a pé em direção a São Bernardo do Campo com a intenção de simular o sequestro e conseguir dinheiro da família. Ele explicou que o ferimento na perna não era resultado de violência, mas de uma queda de moto ocorrida antes do episódio.
O delegado Eduardo Bernardo Pereira, da 1ª Delegacia Antissequestro, destacou: “Embora o pretenso criminoso tenha enganado a família, ele não engana a polícia. E, caso tente enganar a polícia novamente, será responsabilizado.”
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o caso foi registrado como estelionato e que as investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do ocorrido.

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