Jovem com deficiência mental estupra colega no banheiro da escola e é "preso"
O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Anápolis como estupro de vulnerável e, no mesmo dia da denúncia, o adolescente foi apreendido. Dois dias depois o juiz concedeu liberdade provisória ao acusado.

Menina de 14 anos, nome não divulgado, denunciou ter sido abusada sexualmente por um colega, 15, no banheiro do Colégio Estadual José Ludovico de Almeida, em Anápolis (55 km da Capital). A vítima foi até à direção da escola, na última terça-feira (15), e contou que o menino a chamou para ir ao banheiro e, já no local, abaixou as calças, colocou o pênis para fora e encostou em suas nádegas.
O caso foi registrado na Polícia Civil como estupro de vulnerável e, no mesmo dia da denúncia, o adolescente foi apreendido. Dois dias depois, na quinta-feira (17), um juiz concedeu liberdade provisória ao acusado.
Segundo o delegado Danilo Mattos, titular da Delegacia de Apuração de Atos Infracionais (Depai) de Anápolis, a vítima e o investigado fazem parte do programa de educação especial, já que possuem deficiência mental.
A Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc) informou, em nota, que está colaborando com as investigações e que as providências imediatas foram tomadas pela unidade escolar, que acionou o Conselho Tutelar e as famílias dos envolvidos.
A Pasta alegou ainda que tomará medidas para que "episódios desta natureza não voltem a ocorrer na rede estadual".
Os pais dos adolescentes e a diretora da unidade foram levados para prestar depoimento. A Polícia Civil vai ouvir ainda o depoimento de funcionários do colégio.
O caso é investigado pela Depai. Como o crime foi cometido por menor de idade, os investigadores devem juntar as provas e encaminhar ao Poder Judiciário, que determina quais medidas socioeducativas serão aplicadas.
Nota na íntegra
"A Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc), com vistas a que se chegue a bom termo, colabora com as autoridades responsáveis pela condução da ocorrência envolvendo estudantes da Educação Especial do Centro de Ensino em Período Integral (Cepi) José Ludovico de Almeida, de Anápolis.
Por meio da Coordenação Regional de Educação (CRE) de Anápolis, a Seduc informa que a unidade escolar tomou, de imediato, as providências de acionar o Conselho Tutelar e as famílias dos alunos envolvidos, e, desde, então, acompanha e contribui para que, da melhor forma possível, se esclareça e sejam superadas quaisquer consequências. A Seduc informa, ainda, que ensejará todos os esforços para que episódios desta natureza não voltem a ocorrer na rede estadual."














