Jornalista goiana surta em MT, joga bebida na cara de PM e é presa; veja vídeo
De acordo com dados do sistema da Polícia Militar, Nildes Souza tem 22 passagens por diversas denúncias entre elas ameaça, lesão corporal, perturbação e injúria.

A jornalista Nildes Souza, 37 anos, foi presa na madrugada de terça-feira (12) após jogar bebida alcoólica no rosto de um policial militar e o chamá-lo de "merda". O caso ocorreu em um bar localizado na Praça Popular região nobre de Cuiabá, Capital de Mato Grosso.
Nildes é natural do município de Bela Vista de Goiás (52 km de Goiânia), mas atualmente mora em Bom Jesus do Araguaia (849 km da Capital mato-grossense). Na cidade, ela já trabalhou como diretora de departamento da prefeitura municipal, conforme dados publicados em sua rede social.
Em vídeo que circula nas redes sociais é possível ver o militar conversando com ela no estabelecimento, quando em dado momento, a mulher, visivelmente embriagada joga bebida no rosto do oficial. Em seguida, ele pula a grade do estabelecimento e corre atrás da mulher.
Outros militares entram no local para prender a acusada, mas acabam sendo agredidos. Ainda conforme as imagens, a agressora ameaça os militares.
"Seus policiais de merda. eu sou a federal, eu sou a federal", gritava.
Os militares então conseguem imobilizar a mulher algemr. Nildes foi encaminhada à Central de Flagrantes.
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Ficha longa
Após ser presa, a Polícia Militar informou que Nildes tem 22 passagens na polícia. Ela responde por ameaça, lesão corporal, perturbação e injúria. Além disso, constam outros delitos como preservação de direito, atrito verbal, constrangimento ilegal e vias de fato.
A PM negou que haja qualquer ligação dela com algum policial, pois, há rumores de que o PM agredido seria ex-marido da agressora.
O caso foi entregue à Polícia Judiciária Civil.
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Jornalista deixa prisão, mas usará tornozeleira
Nildes foi solta por decisão da juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, plantonista deste feriado no Judiciário. Para ganhar liberdade, ela teve que pagar fiança de um salário mínimo, em duas parcelas, e terá que usar tornozeleira eletrônica por 90 dias. A mulher foi autuada por crime de desacato à autoridade e agressão ou ameaça a funcionário público.
A decisão da magistrada foi contra o pedido do Ministério Público Estadual (MPE) que solicitou que a prisão temporária fosse convertida em preventiva, ou seja, sem data para revogação. O MP afirmou que os crimes ultrapassam, caso seja condenada, os quatro anos de prisão, além de possuir 22 passagens na polícia.
A defesa refutou a prisão alegando que a Nildes tem endereço fixo, trabalho e é mãe de dois filhos menores de 12 anos.
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