Irmãs raspam cabeça de amiga na faca após dizer que “mãe com câncer morreria careca”
Ocorrência foi registrada na tarde de quinta-feira (09), em Alexânia. As irmãs Clara Laiz Alves e Sarah Aparecida Alves foram presas nessa sexta-feira (10).

As irmãs Clara Laiz Alves e Sarah Aparecida Alves usaram facas para “raspar” a cabeça de uma “amiga” que teria debochado da mãe das acusadas, que tem câncer, e dito que morreria careca. O caso foi registrado na casa da vítima, em Alexânia, no Entorno do Distrito Federal, na tarde dessa quinta-feira (09), e as agressoras presas nessa sexta-feira (10) sob determinação da Justiça, que emitiu mandado de prisão preventiva.
A decisão foi assinada pelo juiz Fernando Augusto Chacha de Rezende, que argumentou que o decreto da prisão preventiva das irmãs teve o objetivo de "garantir a ordem pública".
De acordo com a ocorrência, as envolvidas eram amigas, porém, iniciou uma rivalidade entre elas e a vítima teria zombado da mãe das autoras, que tem câncer, falando que ela morreria careca. Por isso elas, armadas com facas, foram à casa da amiga. Enquanto uma arrancava o cabelo da amiga, a outra segurava a mãe da vítima, que ficou ferida ao tentar salvar a filha.
A delegada Silzane Bicalho contou que, antes de irem até a casa da jovem agredida, o grupo chegou a invadir outra casa atrás de outra rival, mas a mulher não estava em casa.
As irmãs ainda estariam acompanhadas de um menor de idade, que estava armado e um outro homem, que gravava a situação. O vídeo foi divulgado pelas irmãs em grupos de aplicativos de mensagens da cidade e mostram uma delas segurando os cabelos arrancados da vítima.
Além dos cabelos arrancados, a vítima teve um corte na perna e outro profundo na mão, entre os dedos, por tentar segurar a faca.
"Aliado a gravidade em concreto da conduta, sendo a vítima agredida pelas autuadas com uso de arma branca causando diversos ferimentos, além de ter seu cabelo cortado, tudo isso na presença de sua genitora, que foi impedida de defender a filha o que demonstra grande audácia e crueldade. Além do sofrimento físico experimentado pela vítima, não se pode descurar que a ação não só foi gravada como exposta nas redes sociais, causando repercussão na comunidade local", argumentou o juiz ao determinar a prisão das irmãs.
O advogado das acusadas tenta descaracterizar denúncia de tentativa de homicídio e aponta que o fato se trata de “lesão corporal”. Ressaltou ainda que devido ao fato de as clientes terem postado vídeo das agressões fez com que a opinião popular pressionasse a Justiça pela prisão das clientes.
“Vou me posicionar apenas no sentido de dizer q não houve tentativa de homicídio. Apenas lesão corporal. No entanto, em virtude do equívoco das acusadas em postar vídeos, fez com que a opinião pública pressionasse o poder judiciário a tomar atitudes mais enérgicas. No entanto, ambas são primárias e de bons antecedentes, e será provado fartamente durante a instrução processual que não houve tentativa de homicídio”, justifica o advogado Dyego César.
Caso segue em investigação.

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