Investigadores consideram delação de Vorcaro irrelevante
Material entregue pelo banqueiro é visto como defasado. PF e PGR já possuem informações mais relevantes.

O banqueiro Daniel Vorcaro completou dois meses de prisão. Até agora, sua delação parece não ter impressionado os investigadores.
Os anexos apresentados por ele foram considerados requentados e incompletos. Para a Polícia Federal e a Procuradoria Geral da República, essas informações já foram superadas pelo avanço das investigações, especialmente após a análise dos celulares de Vorcaro.
Um investigador chegou a afirmar que o celular do banqueiro representa uma confissão. As provas obtidas vão além do que foi entregue recentemente.
A expectativa era que, após dois meses na prisão, Vorcaro apresentasse dados mais significativos sobre sua atuação no Banco Master. No entanto, interlocutores das investigações afirmam que ele não aproveitou a oportunidade para esclarecer os crimes praticados.
Com a delação considerada insuficiente, a Polícia Federal solicitou ao relator das investigações, o ministro André Mendonça, que devolvesse Vorcaro ao presídio. O objetivo é que ele retorne ao local onde estava detido para preparar informações mais relevantes.
Caso não consiga apresentar dados que mudem o panorama, o futuro de Vorcaro na prisão se torna cada vez mais incerto. As investigações em curso continuam a revelar novos desdobramentos e informações sobre a sua atuação.

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