Hospital induz parto de paciente para retirada de feto "morto" e é investigado
Ocorrência foi registrada na última sexta-feira (03), em Anápolis, onde a Santa Casa reafirma que os procedimentos foram corretos e que o IML constatou o fato.

Uma grávida, nome não divulgado, no sexto mês de gestação, supostamente, com diagnóstico de “óbito fetal”, foi submetida a parto induzido, na última sexta-feira (03), no Hospital Santa Casa de Anápolis (55 km da Capital), mas, o Serviço de Verificação de Óbito (SVO) colocou em dúvida se o feto estava realmente morto.
De acordo com a ocorrência, a mulher teria passado mal, foi encaminhada a uma clínica particular, onde foi atendida por um médico, passou por exame de ultrassonografia e o especialista apontado a morte do feto.
A paciente foi reencaminhada à Santa Casa, onde chegou com o resultado do exame, passou por outro especialista, submetida à nova ultrassonografia e o médico do hospital confirmado o primeiro diagnóstico, atestado o óbito fetal e submetido a mulher ao parto induzido para a retirada do embrião.
O Serviço de Verificação de Óbito foi comunicado para buscar o feto e proceder com os procedimentos fúnebres, mas teria questionado se realmente estava morto quando ainda estava no útero da paciente e o caso foi parar na Delegacia de Polícia Civil.
O feto encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passou por exame de necropsia para determinar a causa morte e apontar se foi um aborto espontâneo ou não.
Os investigadores aguardam resultado do exame para dar andamento à apuração do fato.
Em nota, a Santa Casa informou que o laudo pericial do Instituto Médico Legal (IML) atestou que o feto estava morto quando ainda dentro do útero da mãe e que todo o procedimento na unidade durante o atendimento foi correto.
"Fica evidenciado que a Santa Casa agiu de forma correta, responsável e prudente. Aproveitamos para reforçar o compromisso do hospital com a vida em todas as suas fases, de forma técnica, segura e humanizada", disse a nota.
Até o início desta segunda-feira (06) os investigadores ainda não tinham recebido os resultados dos exames para se manifestar sobre o caso.

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