Homem saca R$ 1 milhão em dinheiro vivo, é cercado pelo Bope e não explica "procedência"
Agentes do Batalhão de Operações Especiais abordaram o acusado na Avenida França, no Jardim Europa. Suspeita é de ligação com atividades criminosas e uma facção que atua em todo o Brasil

A Polícia Militar prendeu um homem, nome não divulgado, em Goiânia nessa terça-feira (14) com R$ 1 milhão em dinheiro vivo, que ele havia acabado de sacar em uma agência bancária. A ação é a terceira semelhante em uma semana na capital goiana e no Distrito Federal, elevando para R$ 3,3 milhões o montante de dinheiro em espécie apreendido sob forte suspeita de ligação com atividades criminosas e uma facção que atua em todo o Brasil.
O suspeito, cuja identidade não foi revelada pelas autoridades, foi abordado por militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) na Avenida França, no Jardim Europa. A operação foi deflagrada após troca de informações com a Polícia Federal, que já monitorava movimentações financeiras atípicas.
Dentro de uma mochila, os policiais encontraram as notas que somavam R$ 1 milhão. Questionado sobre a origem do dinheiro, o homem afirmou ter sacado o valor, mas não soube explicar sua procedência. No veículo em que estava, também foi encontrada uma pistola calibre 380 municiada. A polícia suspeita que tanto o dinheiro quanto a arma pertençam a uma facção criminosa de atuação nacional.
Esta prisão se soma a outras duas ocorridas na última semana, indicando uma possível rede de movimentação de dinheiro ilícito. No início da semana passada, outro homem já havia sido detido em Goiânia, também pelo Bope, após sacar R$ 300 mil. Em seus bolsos, foram encontrados comprovantes de outros saques que totalizavam R$ 1 milhão, somando R$ 1,3 milhão em valores relacionados a essa primeira ocorrência.
As informações obtidas após essa primeira prisão foram cruciais e repassadas à Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/GO). Horas depois, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) interceptou dois advogados em Planaltina, no Distrito Federal, que transportavam R$ 1 milhão em espécie.
Todos os três casos estão sob apuração da Polícia Federal em Goiânia. A corporação, no entanto, optou por não se pronunciar oficialmente sobre o andamento das investigações, alegando que a divulgação de detalhes poderia atrapalhar o trabalho em curso para desarticular a possível organização criminosa por trás dos saques milionários.

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