Homem que “roubou” 150 mil pessoas estava vivendo em Goiânia com identidade falsa
Johann Steynberg, foragido de Doha, no Catar, há 15 dias, acusado de montar esquema de pirâmide de criptomoedas, foi preso na Capital, onde vivia com identidade falsa.

O sul-africano Johann Steynberg, procurado pela Interpol acusado de montar esquema de pirâmide para investimentos em criptomoedas, aplicar golpes e fugir com aplicação de mais de 150 mil pessoas em seu país e causar prejuízo que chega a R$ 5 bilhões, foi localizado e preso, nessa quarta-feira (29), em Goiânia.
Informações da Interpol indicou que Johann estava vivendo na Capital goiana. A Polícia Militar (PM) começou a monitorar o acusado com apoio e informações da Polícia Federal.
Durante abordagem, o sul-africano mostrou identidade falsa aos policiais. O homem foi preso e os militares encontraram na residência outros dois documentos falsos, que foram apreendidos, além de dois notebooks, um celular e seis cartões de crédito.
As investigações apontam que Johann Steynberg prometia lucro de até 10% para clientes que investissem na empresa Mirror Trading Internacional (MTI). Com a promessa, vários moradores da África do Sul começaram a investir no mínimo US$ 100.
Desde setembro, clientes do estelionatário começaram a procurar a polícia e relatar que que não conseguiam mais sacar os lucros. A parti das denúncias a Mirror Trading Internacional (MTI) passou a ser investigada.
A polícia sul-africana descobriu que Johann estava foragido desde o dia 14 de dezembro, quando deixou Doha, no Catar, com destino ao Brasil.
Segundo as investigações, o esquema de pirâmide do acusado teria movimentado pelo menos 16.444 bitcoins, que representa na cotação atual R$ 4,4 bilhões. No entanto, segundo a Financial Sector Conduct Authority (FSCA), a empresa não teve lucro e perdeu cerca de 80% das bitcoins investidas, ou seja, R$ 3,5 bilhões.

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