Homem é amarrado a poste com placa de ‘ladrão’ e leva surra de populares; assista
Homem de 46 anos teria sido levado por moradores para um barraco, onde foi despido, agredido e exposto de forma humilhante; Polícia Civil investiga o caso como tortura

A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar um caso de agressão coletiva contra um homem de 46 anos suspeito de tentativa de furto em Rio Grande, no Sul do Rio Grande do Sul. O episódio ganhou grande repercussão após vídeos e fotografias das agressões circularem nas redes sociais.
Segundo as imagens divulgadas, o homem aparece amarrado enquanto é cercado e agredido por várias pessoas. Em outros registros, ele surge imobilizado com fitas adesivas e com o corpo coberto por tinta preta, em cenas que chamaram a atenção pela violência e pela exposição pública da vítima.
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito teria sido abordado por moradores do bairro na rua 1º de Maio. Conforme as investigações iniciais, ele foi colocado à força em um veículo e levado até um barraco localizado na avenida Buarque de Macedo.
No local, o homem teria sido despido, amarrado a um poste e submetido a agressões físicas. Além das agressões, ele também teria sofrido exposição vexatória durante a ação praticada pelo grupo.
A Brigada Militar informou que foi acionada para atender a ocorrência e, ao chegar ao endereço, encontrou apenas o homem de 46 anos. Nenhuma das pessoas envolvidas nas agressões estava mais no local. Os policiais realizaram o registro da ocorrência e prestaram o atendimento inicial.
A delegada Lígia Furlanetto, responsável pela investigação, informou que a vítima ainda não compareceu à delegacia nem formalizou denúncia. Mesmo assim, diante da gravidade dos fatos registrados em vídeo, a Polícia Civil decidiu instaurar um inquérito para apurar o crime de tortura.
Em nota, a corporação informou que, até o momento, quatro pessoas já foram identificadas como participantes da ação. Conforme a investigação, elas teriam atuado diretamente nas agressões, na contenção da vítima, na filmagem das cenas e na prática dos demais atos. A identificação ocorreu após análise das imagens compartilhadas nas redes sociais.
A polícia também revelou que o homem havia relatado inicialmente o envolvimento de seis pessoas no episódio, o que indica a possível participação de outros suspeitos ainda não identificados.
As investigações continuam em andamento. Os agentes seguem reunindo informações, analisando novas imagens e buscando localizar os demais envolvidos. A Polícia Civil reforçou que todos os atos de violência serão apurados e que os responsáveis poderão responder criminalmente pelos fatos na forma da lei.

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