Homem diz ter sido espancado por irmão de prefeito goiano após criticar gestão
Ocorrência foi registrada em Quirinópolis e polícia aguarda que o acusado se apresente ainda nesta semana

Homem de 37 anos, nome não divulgado, denunciou que foi espancado a coronhadas pelo irmão do prefeito de Quirinópolis (289 km da Capital), Anderson Silva (PDT), e perdeu a visão de um olho, após críticas à gestão municipal por meio das redes sociais.
O crime aconteceu no último domingo (12), em um bar da cidade, mas a vítima registrou denúncia na delegacia apenas nessa terça-feira (14), após receber alta do hospital.
De acordo com a ocorrência, o acusado e a vítima são amigos, mas o irmão do prefeito não teria aceitado as críticas feitas à gestão nas redes sociais, onde foi apontado problemas na cidade e feito pedido para que o Executivo melhorasse a infraestrutura do município.
O agressor então teria ido ao encontro do “amigo”, que estava acompanhado de outras pessoas e começado a discussão. Em determinado momento, o agressor teria ido no carro, pegado uma arma e voltado, quando teria feito ameaças e começado a espancar a vítima a coronhadas no rosto, quando teria atingido o olho do rapaz, e no peito.
Populares separaram a briga, a vítima foi socorrida e encaminhada ao hospital da cidade. O acusado voltou para o carro e deixou o local.
A Polícia Militar (PM) foi à unidade de saúde, mas devido à gravidade do caso, recebeu a informação que o rapaz tinha sido transferido para um hospital em Goiânia, onde precisou passar por cirurgia e teria sido constatado a perda da visão do olho esquerdo.
Após receber alta do hospital, a vítima voltou a Quirinópolis e foi à Delegacia de Polícia Civil, onde denunciou o caso e todos os exames feitos em Goiânia. Em seguida, foi encaminhado para exame de corpo de delito.
Segundo a delegada Simone Casemiro, responsável pelo caso, a arma usada no crime está registrada no nome do acusado, mas ele não tem autorização para usar.
Casemiro ressaltou que as investigações estão em andamento, que algumas testemunhas já foram ouvidas e que o acusado está solto, já que não ouve flagrante, mas que ele deve comparecer à delegacia ainda esta semana para prestar depoimento.
Se condenado, o acusado pode pegar pena de até sete anos de prisão pelos crimes de lesão corporal de natureza grave e porte ilegal de arma de fogo.

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