Homem dá golpe das “criptomoedas” em centenas de goianos; prejuízo de R$ 15 milhões
A Polícia Civil prendeu o “comandante” da organização, outros três envolvidos e bloqueou R$ 20 milhões, mediante 15 sequestros de valores em contas dos investigados.

A Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon) executou, na última sexta-feira (26), a “Operação Octopus”, em cumprimento a 74 ordens judiciais objetivando o desmantelamento de organização criminosa com núcleo atuante na cidade de Bela Vista de Goiás (51 km da Capital).
Um homem, nome não divulgado, foi alvo de operação e preso no bairro Vila Rosa, em Goiânia, acusado de ser o “comandante” da organização criminosa especializada em aplicar golpes, estilo pirâmide financeira em investimentos esportivos e criptoativos, em cerca de 300 moradores de Goiás. O prejuízo estimado pela defesa das vítimas gira em torno de R$ 15 milhões.
Na casa do estelionatário ainda foi apreendida pistola calibre .380 sem registro e com munições.
Além do estelionatário, foram presos a namorada, o pai dele e outras três pessoas envolvidas. Outras cinco pessoas, entre elas a mãe do acusado, foram alvos de mandados de busca e apreensão.
A investigação com duração de aproximadamente 3 meses, revelou uma estrutura organizada, que oferecia serviço, a título de corretagem, de intermediação de apostas em jogos esportivos e investimentos em criptoativos (instituições financeiras com renda variável).
Em ambos os casos, o grupo investigado prometia lucro certo de 50% ao mês no início das atividades (primeiro semestre de 2020) e 30% em período mais recente.
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A ação policial contou com incondicional e imprescindível apoio do Laboratório Tecnológico de Combate à Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil do Estado de Goiás, assim como do Núcleo de Operações com Criptoativos da Coordenação Geral de Combate ao Crime Organizado (Secretaria de Operações Integradas) do Ministério da Justiça e Segurança Pública e Gerência de Operações de Inteligência da PCGO; motivo pelo qual foi possível efetivar o rastreio dos recursos financeiros atípicos, vincular pessoas, individualizar condutas e efetivar medidas constritivas de bens.
Durante a ação, a Polícia Civil do Estado de Goiás efetivou o bloqueio judicial de aproximadamente R$ R$ 20 milhões, mediante 15 sequestros de valores em contas de investigados em instituições financeiras convencionais e exchanges, o cumprimento de 4 mandados de prisão temporária, 11 mandados de busca e apreensão e 2 sequestros de veículos de luxo, bem como, a apreensão de dispositivos eletrônicos, documentos, valores em espécie e 03 armas de fogo.
A investigação objetiva a comprovação da materialidade e autoria dos crimes de Organização Criminosa, Lavagem de Dinheiro e Crime Contra a Economia Popular, sem prejuízo de outros praticados não apenas pelo núcleo da ORCRIM, mas de supostos “investidores” que também obtiveram lucros financeiros sem justa causa, atípicos e desproporcionais, ocasionando prejuízos financeiros a centenas de pessoas.
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