Homem apontado como assassimo de advogado em Goiânia é preso
Apontado pela polícia como homem de “alta periculosidade”, Wallyson Ascanio Tito foi preso após dias de buscas. Familiar do suspeito afirmou nas redes sociais que a própria família “vive um pesadelo constante”

caso segue sendo investigado pela Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH).
A Força Tática de Goiânia prendeu, na tarde desta quarta-feira (13), Wallyson Ascanio Tito, apontado pela Polícia Civil como o principal suspeito de assassinar o advogado e estudante de medicina veterinária Luciano Milo, de 27 anos. O jovem foi encontrado morto dentro do próprio apartamento, no setor Cidade Jardim, em Goiânia, no último domingo (10). A captura foi realizada por equipes do 7º Batalhão da Polícia Militar, enquanto a Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH) segue investigando a motivação e a dinâmica do crime.
Segundo as investigações, Luciano teria chegado em casa por volta das 7h da manhã de domingo. Horas depois, familiares começaram a estranhar o sumiço do rapaz, já que ele não apareceu para o almoço de Dia das Mães e também não respondia mensagens nem ligações. Preocupados, parentes e amigos foram até o apartamento no início da noite e encontraram a porta fechada, mas destrancada.
Ao entrar no quarto, uma prima localizou Luciano deitado na cama, aparentemente sem sinais vitais. Equipes de socorro foram acionadas, mas a morte foi confirmada ainda no local. A partir daí, a Polícia Civil iniciou uma corrida para identificar o autor do homicídio.
Imagens das câmeras de segurança do condomínio passaram a ser analisadas e mostraram um homem descrito como negro, alto e forte deixando o prédio às 9h23. Segundo a investigação, ele carregava um notebook que seria da vítima, além de duas latas de cerveja e outros pertences pessoais de Luciano. A polícia também apura a suspeita de que o cartão de crédito do advogado teria sido utilizado após o crime.
Durante as buscas, investigadores encontraram uma tornozeleira eletrônica nas proximidades do condomínio. O equipamento, segundo a linha investigativa, pertenceria a Wallyson Ascanio Tito. Conforme relatos divulgados nas redes sociais pelo influenciador Guilherme Risone, do perfil “Meu País Goiânia”, um suposto irmão do suspeito afirmou que o investigado cortou o dispositivo para tentar fugir após o assassinato.
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Na mensagem publicada pelo influenciador, o familiar descreve Wallyson como um criminoso de “alta periculosidade”, com antecedentes por roubo, tráfico, homicídio e até tentativa de matar o próprio pai. O texto ainda afirma que a família vive um “pesadelo constante” por causa do comportamento do suspeito, que teria deixado a prisão há cerca de um mês.
A Polícia Civil confirmou que Wallyson já possui antecedentes criminais, incluindo um homicídio registrado em 2023, além de um histórico de violência. O caso segue sob investigação da DIH, que ainda tenta esclarecer se Luciano teria marcado um encontro por aplicativo antes do crime — hipótese que circula nas redes sociais, mas que ainda não foi confirmada oficialmente pela corporação.
Agora preso, Wallyson deverá ser interrogado pelas autoridades. Enquanto isso, familiares e amigos de Luciano cobram justiça e pedem rapidez na conclusão do inquérito para que o caso não entre para a estatística da impunidade em Goiás.













