Homem acusado de ordenar morte de oito pessoas é preso em Goiás
O ataque ocorreu quando nove garimpeiros negociavam terras em uma área de exploração ilegal.

Um homem de 46 anos, apontado como o mandante da chacina que deixou oito mortos em um garimpo situado na divisa entre o Amapá e o Pará, foi preso neste sábado (16) em Samambaia, no Distrito Federal. A prisão foi confirmada pela Polícia Civil de Goiás (PC-GO), que informou que o suspeito permanece sob custódia e à disposição da Justiça. Outro indivíduo também foi detido por suspeita de favorecimento pessoal relacionado ao caso.
Segundo a Polícia Civil do Amapá (PC-AP), além do mandante, participaram do crime cinco policiais militares, um guarda civil e ainda um garimpeiro. A investigação levou à deflagração da Operação Integrada, que reuniu diversas forças de segurança, entre elas o Grupo Antissequestro, o Grupo Especial de Investigação Criminal de Luziânia, a Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios, além da Central de Flagrantes e do Pronto Atendimento ao Cidadão.
O trabalho contou também com o apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Para o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, a articulação entre União e estados foi fundamental.
“Quando a União e os estados se unem e trabalham de forma integrada, o resultado é sempre positivo. Trata-se de um crime importante, que chocou todo o Brasil, e o resultado hoje é significativo e é fruto de um trabalho que envolveu forças estaduais e a União Federal trabalhando com afinco”, afirmou.
O massacre
O ataque ocorreu quando nove garimpeiros negociavam terras em uma área de exploração ilegal. A principal hipótese é de que as vítimas tenham sido confundidas com criminosos que vinham assaltando grupos de garimpeiros e roubando ouro na região dias antes.
Os corpos foram localizados em diferentes pontos da mata e do rio Jari. Duas caminhonetes utilizadas pelos garimpeiros foram incendiadas.
As vítimas
As vítimas da chacina foram identificadas pela polícia:
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Antônio Paulo da Silva Santos, conhecido como “Toninho”, 61 anos, natural de Cedro (MA);
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Dhony Dalton Clotilde Neres, o “Bofinho”, 35 anos, natural de Itaituba (PA), garimpeiro legalizado em Calçoene (AP);
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Elison Pereira de Aquino, o “Dinho”, 23 anos, de Laranjal do Jari (AP), trabalhava transportando combustível para garimpo. Deixou esposa grávida e foi sepultado no sul do Amapá;
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Gustavo Gomes Pereira, o “Gustavinho”, 30 anos, natural de Ourilândia do Norte (PA), morava em Macapá, era casado e pai de um bebê de 1 ano. Segundo a investigação, estava no local como visitante, sem envolvimento direto com a atividade garimpeira;
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Janio Carvalho de Castro, o “Jane”, natural de Bom Jesus do Tocantins (PA), garimpeiro legalizado em Calçoene (AP);
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José Nilson de Moura, o “Zé doido”, 38 anos, de Lagoa da Pedra (MA);
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Luciclei Caldas Duarte, o “Tripa”, 39 anos, de Laranjal do Jari (AP), piloto do motor de popa usado pelo grupo;
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Paulo Felipe Galvão Dias, 30 anos, natural de Capitão Poço (PA).

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