Hacker que extorquiu R$ 2 milhões de padre pagou R$ 100 mil a policiais e saiu da cadeia pela porta da frente
O inquérito da Corregedoria da Polícia Civil indiciou três policiais por corrupção passiva, além da mãe de Welton, Leidina Alves Bessa, que deve responder por corrupção ativa junto do filho.

O hacker Welton Ferreira Nunes Júnior, que teria “patrimônio de R$ 6 milhões” fruto de crimes, já que é apontado como “cabeça” de uma organização de roubo de gado, e ainda por chantagear e extorquir R$ 2 milhões do padre Robson de Oliveira, foi indiciado por corrupção ativa após pagar R$ 100 mil a policiais para fugir da delegacia, em Goiânia.
O inquérito da Corregedoria da Polícia Civil indiciou três policiais por corrupção passiva, além da mãe de Welton, Leidina Alves Bessa, que deve responder por corrupção ativa junto do filho.
A prisão de Welton ocorreu no dia 1º de junho de 2016, durante a operação “Reis do Gado”, que apurava organização criminosa especializada em roubo de gado.
Ele foi levado à carceragem da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC), onde passaria alguns dias e seria transferido para a Casa de Prisão Provisória (CPP) de Aparecida de Goiânia. Em depoimento, o detento disse que, por medo de ser morto, ele pagava propina a servidores para não ser transferido para a CPP.
Enquanto ainda estava preso na delegacia, o detento recebeu o "benefício" de passar uma noite em casa, em um condomínio de luxo, em Goiânia. Em outro momento, o criminoso foi liberado para sair da carceragem e ir em uma churrascaria, também na Capital, retornando à delegacia logo em seguida.
Já no dia 30 de junho de 2016, o “milionário” conseguiu fugir pela porta da frente da Deic após pagar R$ 100 mil a três policiais, que só reportaram a fuga no dia 1º de julho.
O dinheiro foi entregue por Leidina, que pagou metade antes e o restante logo após a fuga. Ela também foi responsável por buscar o filho na saída da Deic usando um carro de luxo da marca Mercedes. Em seguida, Welton usou o veículo para fugir em direção ao Pará.
Extorsão padre Robson
Em 2019, Welton foi condenado após ameaçar divulgar mensagens pessoais do padre Robson de Oliveira Pereira, onde ameaçava expor relação amorosa do religioso, e conseguir extorquir R$ 2 milhões.
Conforme as investigações, o crime teria ocorrido em março e abril de 2017. Na época, o delegado Kleyton Manoel Dias constatou que as mensagens eram falsas.
Os pagamentos eram repassados através de transferências bancárias e entrega de dinheiro em espécie, em quantias de R$ 50 mil a R$ 700 mil.














