Guarda Civil de Goiânia espanca esposa grávida; vítima é internada com descolamento de placenta
Ocorrência foi registrada na quinta-feira (24) em Goiânia, onde João Paulo Borges Neto é investigado

O guarda civil metropolitano João Paulo Borges Neto, 37 anos, é acusado de agredir a esposa, 24, que está grávida, na última quinta-feira (13), em Goiânia, após a mulher descobrir, supostamente, que o marido estaria usando drogas e os dois brigarem.
Devido às lesões, a mulher foi encaminhada para uma unidade de saúde e precisou ser internada após sofrer descolamento de placenta.
“Ele me deu soco, tapa e pontapé. Eu desmaiava, ele me acordava e me dava mais socos. Ele me disse que eu não sairia dali e que era o meu dia”, relatou a mulher.
A vítima, que está gravida há pouco mais de um mês, alegou que as agressões iniciaram depois que ela escondeu a arma do companheiro, já que ele estava apresentando um comportamento estranho.
“Eu escondi a arma dele e partir dai começou uma sessão de tortura e espancamento. Eu não sei quando minha vida vai voltar ao normal ou quando eu vou superar isso. Eu tinha certeza que ia morrer ali. Nunca vivi uma situação de pânico e horror como essa”, pontuou.
Após o caso, a arma e munição que João Paulo utilizava em suas funções como guarda civil foram apreendidas. Além de ser servidor do órgão de segurança pública da capital, João também estava trabalhando à disposição do vereador Lucas Kitão (PSD), desde o ano de 2020. Em nota, o parlamentar comunicou que exonerou o guarda.
Posicionamento da Guarda Civil
A Justiça de Goiás estabeleceu medidas protetivas de urgência à vítima. O Guarda Civil não pode se aproximar da mulher por uma distância mínima de 500 metros durante 180 dias ou enquanto durar a ação pena do investigado. Além de estar proibido qualquer contato entre eles, até mesmo por meios virtuais.
Em nota, a Guarda Civil Metropolitana (GCM) informou que João Paulo estava afastado das funções administrativas e operacionais da GCM de Goiânia, e que foi aberto um Procedimento Administrativo Disciplinar para apurar os fatos.
“A corregedoria acompanha o caso de perto e colabora com as investigações da Polícia Civil. Nossas ações são baseadas nos direitos humanos, proteção à vida e fortalecimento da cultura de paz na sociedade”, ressaltou.












