Golpe no Facebook faz goiano perder R$ 16 mil; quadrilha acaba presa - assista
Grupo invadia perfis em redes sociais para publicar falsas oportunidades de investimento. Uma das vítimas perdeu R$ 16 mil e quatro suspeitos foram presos em cidades de São Paulo

Os investigados deverão responder por estelionato mediante fraude eletrônica.
Mário Andreazza
Quatro pessoas foram presas suspeitas de integrar uma quadrilha especializada em invadir perfis de redes sociais para aplicar golpes com falsas promessas de investimento. A operação da Polícia Civil de Goiás, com apoio da Polícia Civil de São Paulo, identificou que os criminosos usavam a confiança entre amigos nas plataformas digitais para atrair vítimas. Uma delas, moradora de Águas Lindas de Goiás, perdeu R$ 16 mil.
Segundo as investigações, o esquema começava com a invasão de contas em redes sociais, principalmente no Facebook. Depois de assumir o controle dos perfis, os criminosos publicavam anúncios de investimentos que prometiam lucros rápidos e altos retornos financeiros em pouco tempo.
Foi justamente ao acreditar em uma dessas publicações que uma segunda vítima, também de Águas Lindas de Goiás, acabou transferindo dinheiro para os golpistas. A oferta parecia confiável porque havia sido divulgada no perfil de um amigo, sem que ela soubesse que a conta havia sido invadida.
As investigações apontaram que a organização criminosa era dividida em funções. De acordo com o delegado responsável pelo caso, as quebras de sigilo autorizadas pela Justiça permitiram identificar quem realizava a invasão das contas e quem movimentava o dinheiro obtido com os golpes.
"Com as apurações, por intermédio de quebras judicialmente deferidas, chegou-se ao aplicador telemático do golpe, ou seja, a pessoa que, de fato, invadiu o Facebook e concretizou as publicações fraudulentas, sendo que ao final das transações bancárias ele recebeu cerca de 80% do golpe, dos valores obtidos com o golpe. Também, através das quebras, chegou-se ao núcleo financeiro do esquema, ou seja, as pessoas que movimentaram, dissimularam e enviaram os valores ao aplicador telemático", explicou.
Os quatro mandados de prisão foram cumpridos nas cidades paulistas de Mogi Guaçu, Santa Cruz do Rio Pardo e Santo André. A ação foi resultado do trabalho conjunto entre as polícias civis dos dois estados.
Os investigados deverão responder por estelionato mediante fraude eletrônica. Segundo a Polícia Civil, eles exploravam a credibilidade dos perfis invadidos para convencer as vítimas de que o investimento era seguro, quando, na verdade, o dinheiro era desviado para contas controladas pela organização criminosa.
A vítima de Águas Lindas de Goiás teve um prejuízo de R$ 16 mil. Se condenados, os integrantes da quadrilha podem cumprir penas que chegam a 20 anos de prisão.
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