Goiás entra na mira da PF contra esquema que abastecia traficantes com drogas "adulteradas"
Ação da Polícia Federal cumpre mandados em Goiás, Mato Grosso e São Paulo para desarticular uma rede suspeita de fornecer insumos químicos usados por facções criminosas para aumentar volume de entorpecentes e os lucros

Ao todo, são cumpridos sete mandados de busca e apreensão em Goiás, Mato Grosso e São Paulo.
Goiás é um dos principais focos da Operação Blend, deflagrada nesta quarta-feira (8) pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Goiás (FICCO/GO), sediada em Goiânia. A ofensiva mira uma organização suspeita de abastecer traficantes com produtos químicos utilizados na adulteração de drogas ilícitas, prática que aumenta a quantidade de entorpecentes comercializada e potencializa os ganhos financeiros das facções criminosas.
Ao todo, são cumpridos sete mandados de busca e apreensão em Goiás, Mato Grosso e São Paulo. Os investigados são suspeitos de integrar uma rede responsável pelo fornecimento de insumos químicos empregados na mistura de drogas antes da distribuição ao mercado ilegal.
A ação em Goiás integra a Operação Força Integrada III, uma mobilização nacional realizada simultaneamente por 17 Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs). Em todo o país, estão sendo cumpridos 179 mandados de busca e apreensão, 93 mandados de prisão e diversas medidas cautelares autorizadas pelo Poder Judiciário.
Além de Goiás, as operações ocorrem nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e São Paulo. Cada unidade atua em investigações próprias para combater organizações criminosas que atuam em diferentes frentes.
Entre os alvos das ações estão integrantes de grupos investigados por tráfico interestadual de drogas, tráfico de armas, lavagem de dinheiro, homicídios, roubo de cargas, receptação, comércio ilegal de armamentos e atuação de facções criminosas. Em algumas investigações, a Justiça também determinou o bloqueio de bens, o sequestro de patrimônio e a apreensão de equipamentos utilizados pelas organizações.
As FICCOs são coordenadas pela Polícia Federal e reúnem representantes das polícias Civil, Militar e Penal, da Polícia Rodoviária Federal, das secretarias estaduais de Segurança Pública, das Guardas Municipais e da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen). O objetivo é integrar informações, fortalecer as investigações e ampliar o combate às organizações criminosas em todo o país.
Segundo a Polícia Federal, as investigações seguem em andamento para identificar outros integrantes do esquema criminoso e aprofundar as apurações sobre a estrutura e a atuação das organizações envolvidas.













