"Goiano da Internet" vende rifas ilegais e arrecada R$ 500 mil
Ocorrência foi registrada nessa quinta-feira (22), em Campinorte, onde Gercil Balbino foi preso e teve caminhonetes apreendidas

O influenciador Gercil Balbino, conhecido como “Goiano da Internet”, foi preso em Campinorte (302 km da Capital), durante "3ª fase da Operação Huracán", deflafrada em ação conjunta entre a Polícia Civil do Distrito Federal e a de Goiás, nessa quinta-feira (22), por vender "rifas ilegais" para seus seguidores e fazer lavagem de dinheiro. Ao todo, o valor arrecado pelo acusado gira em torno de R$ 500 mil.
A Polícia Civil também apreendeu uma caminhonete que seria vendida em uma rifa e um caminhão-plataforma que pertenceria ao preso. Investigadores buscam uma segunda caminhonete, que também seria rifada.
Conforme as investigações, Gercil mora em Brasília, já tinha sido investigado pela polícia, que o alertou sobre ilegalidade das rifas. No entanto, de acordo com a PCDF, ele continuou a promover sorteios ilegais.
Ainda segundo a PCDF, o influencer escondia o dinheiro arrecadado em contas de terceiros e também teria praticado lavagem de dinheiro no Distrito Federal. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 971 mil de contas suspeitas. Desde a primeira fase, a Operação Huracán teve a ajuda de técnicos da Secretaria de Advocacia da Concorrência e Competitividade (Seae), bem como da Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade (Sepec), do Ministério da Economia.
De acordo com o Juiz Carlos Fernando Fecchio dos Santos, do Plantão Judicial do TJDFT, “nem mesmo o indiciamento, a publicidade da denúncia oferecida pelo MPDFT [Ministério Público do Distrito Federal e Territórios] com relação a ‘rifeiros’ próximos e a repercussão na mídia nacional sobre as operações [...] inviabilizaram a atuação do representado [suspeito] em novos ciclos de lavagem de dinheiro”.
Após a prisão, o acusado foi levado de avião para Brasília, local onde a polícia irá apurar todos os crimes praticados pelo influenciador.
"Operação Huracán"
A Operação Huracán teve início após as investigações de uma organização criminosa especializada em exploração de rifas ilegais de veículos e ocultação de valores por meio de empresas de fachada e contas bancárias de terceiros. O grupo começou a atuar em 2021 e, em dois anos, chegou a movimentar R$ 20 milhões.
Além dos veículos que agentes apreenderam nesta terceira fase da operação, a Justiça do Distrito Federal já autorizou o sequestro de veículos de luxo — três Lamborghinis e uma Ferrari, avaliados em R$ 10 milhões. A polícia fez o sequestro, ainda, de R$ 22 milhões, de uma mansão no Park Way e de outra em um condomínio em Esmeralda (MG).

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