Ginecologista dizia a pacientes que elas tinham que ficar excitadas para o exame e chegou a ejacular em uma
Fábio Guilherme da Silveira Campos atendia no Centro Integrado de Atenção Médico Sanitária (Ciams) Novo Horizonte, onde foi agredido pelo marido de uma paciente

Investigações da Polícia Civil apontam que o médico ginecologista Fábio Guilherme da Silveira Campos, 73 anos, preso na manhã desta sexta-feira (21), acusado de crimes sexuais contra pacientes, dizia às mulheres que elas precisavam ficar excitadas para os exames, momento em que tocava os seios e colocava as mãos delas em seu pênis.
O ginecologista era servidor efetivo da Secretaria Municipal de Saúde e atendia no Centro Integrado de Atenção Médico Sanitária (Ciams) Novo Horizonte.
Ainda segundo a delegada Amanda Menuci, em depoimento, uma das vítimas chegou a relatar que o médico pediu para que ela fechasse os olhos, pensasse em “coisas boas” e ejaculou na barriga dela.
O caso contra o médico ganhou atenção da mídia e da polícia, em junho, quando uma paciente grávida “estranhou” a consulta, reclamou com o marido, e esse invadiu o consultório e agrediu Fábio.
O médico, que leva um murro no rosto, se levanta, pergunta o que está acontecendo e o marido da paciente mostra o boletim de ocorrência e chama de “velho s4f4d0” e “abusador de mulheres”.
Menuci explica que em 1994 duas mulheres denunciaram ao Conselho Regional de Medicina (CRM) os crimes cometidos pelo médico. Como o caso já prescreveu pelo tempo, uma delas é testemunha nas investigações atuais.
Após a repercussão do caso, outra mulher procurou a polícia e denunciou um suposto abuso cometido pelo ginecologista em 2014. Ao todo, cinco vítimas foram identificadas.
De acordo com a polícia, as mulheres tinham 15, 16, 21 e 32 anos nas datas dos crimes.
Caso segue em investigação.
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Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que o médico “é ginecologista, servidor efetivo da Secretaria Estadual de Saúde, cedido ao município de Goiânia, com ônus para o Estado de Goiás”, lotado no Centro Integrado de Atenção Médico Sanitária (Ciams) Novo Horizonte desde 2014.
Neste período, a SMS afirmou que “não recebeu nenhuma denúncia contra o profissional”, mas ele está afastado desde 30 de junho. A pasta informou ainda que “não compactua com atos de desrespeito aos usuários e preza pelo acolhimento e qualidade da assistência”.
Também em nota, o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) informou que as denúncias relacionadas à conduta ética de médicos são apuradas e tramitam em total sigilo.

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