Gestor de OS desvia dinheiro público e cria plano de saúde privado em Goiás
A OS, contratada pelo Governo de Goiás, é responsável pela gestão do Hospital Estadual da Mulher (Hemu) e do Hospital Estadual Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (HEMNSL)

A Polícia Federal (PF) investiga um esquema de desvio de recursos públicos na área da saúde em Goiás, ocorrido entre os anos de 2022 e 2023. O principal alvo das investigações é o gestor de uma Organização Social (OS) que criou um plano de saúde privado, financiado com dinheiro público.
A OS, contratada pelo Governo de Goiás, é responsável pela gestão do Hospital Estadual da Mulher (Hemu) e do Hospital Estadual Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (HEMNSL). A operação, batizada de "Operação PSP (Plano de Saúde Público)", cumpriu nesta quinta-feira (21), três mandados de busca e apreensão em Goiânia e em Salvador. Mais de cinco milhões de reais foram sequestrados de pessoas físicas e empresas sob investigação.
Os mandados, expedidos pela 5ª Vara Federal, tinham como alvo a investigação de um plano de saúde privado administrado pelo gestor da OS, utilizando o nome de sua filha. Os "clientes" do plano eram funcionários dos hospitais públicos geridos pela organização, cujas mensalidades eram fraudulentamente pagas com recursos públicos.
De acordo com a PF, os investigados poderão responder pelos crimes de peculato, falsidade ideológica e lavagem de capitais. Até o momento, não houve prisões. Os nomes dos envolvidos e da organização social investigada não foram divulgados, dificultando o esclarecimento público e o contato com a defesa dos acusados.
O espaço permanece aberto para que os investigados se manifestem. As investigações seguem em curso, prometendo expor toda a extensão do esquema e reforçar a integridade na gestão pública de saúde.

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