Gerente de padaria "encoxa" funcionárias e diz que foi "descuido"
Além das mulheres, colegas homossexuais também teriam sofrido constrangimentos provocados pelo gerente

Uma atendente de 20 anos denunciou o gerente de uma padaria na 304 Sul, em Brasília, por importunação sexual e homofobia. A jovem relatou à Polícia Civil do DF que sofria assédio constante no ambiente de trabalho, com toques indesejados, encoxadas e até apalpadas. O caso é investigado pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam I).
De acordo com a vítima, os abusos incluíam comentários de cunho sexual, encoxadas e até apalpar os seios dela. Em uma das situações, o homem tentou justificar o ato como “descuido”. A jovem também relatou que outras funcionárias foram alvo de investidas, como beijos no pescoço e toques em partes íntimas.
O caso só veio à tona depois que a atendente comentou sobre o drama ao namorado. Segundo ele, sempre que a buscava a jovem no trabalho, a funcionária entrava no carro chorando e abalada.
“Depois de muita insistência, ela revelou o que estava acontecendo”, disse.
Além das mulheres, colegas homossexuais também teriam sofrido constrangimentos provocados pelo gerente. A vítima afirmou que não procurou os donos da padaria por medo de perder o emprego, mas decidiu procurar a polícia para acabar com os abusos.
Um dos proprietários do estabelecimento confirmou que o gerente acusado foi demitido no último sábado (20).

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