Garrafas do lixo podem ter causado intoxicação, diz polícia

A Polícia Civil de São Paulo investiga se a contaminação por metanol em bebidas adulteradas teve origem em garrafas recicladas achadas no lixo ou vendidas por comerciantes. Essa é uma das principais linhas de apuração sobre o caso que já soma 225 notificações por suspeita de intoxicação, com 16 casos confirmados e duas mortes — dois homens, de 46 e 54 anos.
Segundo as investigações, os falsificadores compram garrafas usadas em comércios, na internet ou até recolhem do lixo. O metanol, produto altamente tóxico, pode ter sido usado para limpeza e reutilização dos vidros originais, o que acabou deixando resíduos químicos nas embalagens e contaminando as novas bebidas.
A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) orienta que bares e comerciantes quebrem as garrafas após o uso, para evitar que criminosos as reaproveitem e causem novas tragédias.

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