Gari da Comurg atropelada por motorista bêbado entra em protocolo de morte encefálica
Aparecida Alves, de 61 anos, trabalhava em canteiro central no Parque Santa Rita quando foi atingida

A servidora da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), Aparecida Alves da Silva, de 61 anos, enfrenta as horas finais do protocolo para a confirmação de morte encefálica no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugol). A trabalhadora foi atropelada por um motorista embriagado na madrugada do último sábado (27), enquanto realizava o serviço de poda de grama em um canteiro central no Parque Santa Rita, na região sudoeste da capital.
De acordo com Fernando Alves, filho único da servidora, Aparecida dedicou os últimos 12 anos de sua vida ao trabalho na Comurg e estava com os planos prontos para se aposentar no fim deste ano. A gravidade do impacto causou lesões severas na cabeça da trabalhadora. A equipe médica abriu o protocolo de confirmação de morte encefálica no fim de semana, com conclusão prevista para o início da tarde desta segunda-feira (29). Ela deixa o filho e uma neta de um ano e meio.
O acidente aconteceu na Avenida Americano do Brasil. Segundo os registros da Comurg, Aparecida e o colega de equipe, Fernando Lemes dos Santos, de 42 anos, faziam a manutenção da via quando o condutor de um carro de passeio perdeu o controle da direção, invadiu o canteiro central e atropelou os dois profissionais. O colega também foi hospitalizado no Hugol, mas sofreu ferimentos de menor gravidade, está consciente e não corre risco de morte.
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O comportamento do motorista causou forte indignação. Em pronunciamento oficial, o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, classificou o episódio como "um absurdo" e revelou que o condutor, de 27 anos, apresentava tamanha alteração psicomotora que, logo após o atropelamento, deitou-se na grama do próprio canteiro e adormeceu até a chegada das viaturas policiais.
O jovem foi submetido ao teste do bafômetro pela Polícia Militar, que confirmou formalmente a ingestão de bebida alcoólica. Ele foi preso em flagrante e encaminhado à delegacia. Inicialmente, o condutor foi autuado por lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, qualificada pela embriaguez. Com a iminente conclusão do laudo de morte encefálica da servidora, o caso será remetido à Delegacia de Investigação de Crimes de Trânsito (Dict) e a tipificação penal deve ser agravada para homicídio culposo sob efeito de álcool.
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