"Festinha" em motel com PM, esposa e mais duas mulheres termina com morte "sem explicação"; assista
Raquel dos Santos foi encontrada sem roupas e sem sinais aparentes de violência. Sangramento no nariz e na boca, uso de bebidas e substâncias e versões divergentes aumentam o mistério envolvendo o policial e outras duas pessoas

A Polícia Civil do Pará investiga as circunstâncias da morte de Raquel dos Santos, de 30 anos, encontrada sem vida em um motel de Ananindeua após uma confraternização que reunia quatro pessoas, entre elas um policial militar. O que era para ser uma noite de diversão terminou em morte e mistério na Região Metropolitana de Belém.
Segundo as primeiras informações da investigação, o grupo era formado pelo PM, a esposa dele e outras duas mulheres. Durante a madrugada, a situação saiu do controle e Raquel acabou sendo encontrada caída à beira da piscina do motel, sem roupas e já sem sinais vitais.
A cena chamou atenção dos investigadores logo nos primeiros levantamentos. Apesar da morte, os peritos não encontraram sinais aparentes de agressão ou violência externa no corpo da vítima. No entanto, havia sangramento na região da boca e do nariz, detalhe que passou a ser considerado peça-chave para esclarecer o caso.
Dentro do quarto, policiais localizaram várias garrafas de bebidas destiladas espalhadas pelo ambiente. Em depoimento, o homem e a outra mulher que estavam no motel admitiram ter consumido substâncias durante a noite. As declarações, porém, apresentaram divergências, o que aumentou ainda mais as dúvidas da polícia sobre o que realmente aconteceu nas horas que antecederam a morte.
Com base nas evidências coletadas até agora, duas hipóteses passaram a ser analisadas pelos investigadores. A primeira aponta para uma possível reação grave provocada pelo consumo excessivo de álcool e substâncias. A segunda linha considera a possibilidade de afogamento acidental na piscina do motel.
A resposta definitiva, porém, ainda depende do resultado da necropsia. Médicos legistas devem verificar se havia presença de líquido nos pulmões da vítima e também se exames toxicológicos irão confirmar a ingestão de substâncias capazes de provocar a morte.
Cada detalhe recolhido pela perícia será fundamental para fechar o laudo oficial da causa da morte. A presença de um agente de segurança no local e os relatos desencontrados transformaram o caso em um dos episódios mais comentados e misteriosos dos últimos dias no Pará.
Enquanto familiares aguardam respostas, a polícia tenta descobrir se Raquel foi vítima de uma fatalidade, de um acidente silencioso ou de algo ainda mais grave escondido por trás da madrugada no motel.

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