Feirante confessa que estrangulou professora até a morte: "Ela me mordeu para tentar se soltar"
Aniely Paula da Silva Alves foi assassinada dentro de casa, em Águas Lindas de Goiás, quando buscava seus pertences e entrou em discussão com o ex, Cláudio Alves da Silva

O feirante Cláudio Alves da Silva, 45 anos, ex-marido da professora Aniely Paula da Silva Alves, de 30 anos, confessou ter estrangulado a mulher até à morte, dentro de casa, em Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, no dia 19 de novembro deste ano. Ele relatou como enforcou Aniely até a morte durante uma discussão motivada pela não aceitação do término do relacionamento.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Vinícius Máximo, durante o interrogatório, Cláudio relatou que Aniely tentou reagir ao ataque, mordendo desesperadamente o braço dele em uma tentativa de se salvar.
“Ela tentou empurrá-lo, tentou resistir, mas ele não parou. Ele manteve o estrangulamento até que ela perdesse os sentidos e viesse a óbito”, detalhou o delegado.
O crime aconteceu na casa em que Aniely morava, enquanto ela buscava pertences pessoais. A professora e o feirante, que tiveram um relacionamento de seis anos e estavam separados desde novembro de 2023, discutiram no momento do encontro.
De acordo com os investigadores, Cláudio teria agido movido por ciúmes e pela incapacidade de lidar com o fim da relação.
Conforme relatado pelo delegado, Cláudio se apresentou à delegacia logo após o crime, confessando espontaneamente o assassinato. Contudo, na época, ele acabou sendo liberado após prestar depoimento, devido ao fato de ter se apresentado de forma voluntária e não haverem, naquele momento, os requisitos legais para decretação imediata da prisão preventiva.
Após novas investigações e a pressão social pelo caso, Cláudio Alves foi preso na última quinta-feira (5), na casa da mãe dele, localizada em Ceilândia, cidade-satélite de Brasília. A prisão foi decretada preventivamente pela Justiça após solicitação da Polícia Civil. Um dia depois, Cláudio passou por uma audiência de custódia, e a juíza Vanessa Estrela Gertrudes manteve a prisão preventiva do suspeito, reconhecendo a sua periculosidade, o impacto do crime e a necessidade de garantir a ordem pública.
"Eu estou arrependido", diz suspeito
Durante o depoimento policial, Cláudio Alves reconheceu a gravidade do que fez, mas tentou argumentar que agiu em um momento de "rápida emoção" por não conseguir aceitar o fim da relação.
"Ele disse estar arrependido do crime, mas suas ações mostram que ele foi movido pela rejeição. Trata-se de mais um caso de feminicídio, em que a vítima paga com a própria vida por tentar recomeçar", pontuou o delegado Vinícius Máximo.

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