Fazendeiro relata que policial ameaçou “matar todos” e que reagiu em legítima defesa; veja vídeo
Marcony dos Anjos prestou depoimento ao delegado Adriano Jaime, da Delegacia Regional de Posse, onde relatou com detalhes a sua versão dos fatos que terminou com a morte do PF Lucas Valença

Delegado Adriano Jaime, da Delegacia Regional de Posse (514 km da Capital), responsável pelas investigações da morte do policial federal Lucas Valença, o “Hipster da Federal”, em uma fazenda de Buritinópolis (465 km da Capital), no fim da noite dessa quarta-feira (02), deu detalhes sobre o depoimento do dono da propriedade, Marcony dos Anjos, que atirou no PF e, agora, alega que teve a casa invadida, foi ameaçado de morte e reagiu em “legítima defesa”.
Segundo o delegado, o atirador relatou que estava em casa com a esposa e filha de 3 anos quando ouviu um grito vindo de fora da residência, sem saber de quem se tratava, que dizia “saiam todos da casa se não vou entrar e matar”.
Nesse momento, segundo o depoimento, foi quando Marcony, para resguardar a segurança de sua família, se armou com a espingarda.
Em seguida, conforme Boletim de Ocorrência, o policial teria gritado que havia um demônio na casa, desligou o padrão de energia e arrombou a casa do fazendeiro.
Marcony disse que avisou ao invasor para não entrar, pois, que estava armado, porém, Lucas teria invadido a casa e partido para cima do fazendeiro, que atirou uma única vez e atingiu o abdômen do PF.
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Após o disparo, Lucas teria começado a gritar que era policial federal. O fazendeiro teria ligado imediatamente para a Polícia Militar (PM), relatado o que tinha acontecido e pedido para que fosse enviada uma ambulância.
A equipe médica chegou a prestar os primeiros socorros a Lucas, mas a vítima não resistiu e teve a morte constatada ainda na casa do fazendeiro, onde a Delegacia de Polícia Civil e Polícia Tecno-Científica (PTC) assumiram o caso e deram andamento aos procedimentos cabíveis de perícia.
Na sequência, o fazendeiro foi encaminhado à delegacia, onde foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, pagou fiança e liberado para responder o processo em liberdade enquanto as investigações são concluídas.
A espingarda de pressão, adaptada para receber munição calibre .22, foi apreendida.
Amigos e parentes do policial, ouvidos pelos investigadores, afirmaram que Lucas estava sofrendo surto psicótico desde o dia anterior.
“O homicídio será apurado por meio de inquérito policial, já que pelas circunstâncias do fato seria motivado por legítima defesa”, concluiu o delegado.
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