Fazendeiro confessa que executou adolescente por causa de celular
Hélio de Oliveira teve ajuda dos funcionários da fazenda, Dimar de Sousa Cruz e Carlos Caetano, para ocultar o cadáver em cova de 8 metros de profundidade.

O fazendeiro Hélio de Oliveira, 35 anos, preso no último domingo (28), confessou ter executado a tiros no peito o adolescente Wanderson Costa Leite, 17 anos, na madrugada do dia 25 de outubro, em Palmeiras de Goiás (90 km da Capital). O assassino teve ajuda de dois funcionários, Dimar de Sousa Cruz e Carlos Caetano, para fazer a ocultação do cadáver.
O fazendeiro relatou que cometeu o crime após discussão com o adolescente por um celular.
Após 37 dias desaparecido, o corpo de Wanderson foi encontrado na tarde dessa quarta-feira (1º), enterrado numa cova de 8 metros de profundidade numa fazenda do município de Cezarina (25 km de Palmeiras), propriedade que pertence a Hélio.
De acordo com a delegada Silvana Nunes, o adolescente e o fazendeiro se conheceram na noite anterior ao crime num bar do município, saíram juntos na madrugada e seguiram para um galpão da fazenda do acusado, onde consumiram bebidas alcoólicas e drogas.
“Segundo Hélio Junior, ele teria sentido a falta do celular dele e teria começado uma discussão com a vítima. Essa vítima, que estaria com o celular no bolso, teria jogado no chão. Então, o autor se sentindo lesado, já efetuou um disparo nele no peito e, logo em seguida, pegou uma espingarda e deu mais dois tiros na vítima, que morreu ali mesmo no local”, informou a delegada.
Após o homicídio, com ajuda dos funcionários, o cadáver foi levado para a fazenda de Cezarina, onde foi enterrado a 8 metros de profundidade.
Nessa quarta, a polícia contou com ajuda do Corpo de Bombeiros, cães farejadores e uma máquina retroescavadeira para chegar aos restos mortais da vítima.
Elucidação do caso
Após uma semana de desaparecimento do menor, e com depoimento de testemunhas que afirmavam que o adolescente foi visto entrando na caminhonete do fazendeiro na madrugada, o veículo foi apreendido e mandado para perícia no dia 2 de novembro. Laudo teria apontado vestígios de sangue no automóvel.
Hélio chegou a ser ouvido, para esclarecimentos, na unidade policial, mas foi liberado.
O amigo de Wanderson, que esteve por bastante tempo com a vítima e o acusado, no dia do crime, relatou que após saírem na caminhonete com o fazendeiro, os três começaram a rodar a cidade e procurar por prostitutas.
Ainda segundo a testemunha, após não encontrarem o que procuravam, ele saiu do veículo nas proximidades de casa, mas Wanderson continuou com o fazendeiro. Ressaltou que ouviu tiros quando a caminhonete de afastava.
As investigações continuaram e no último domingo (28) o fazendeiro e os funcionários foram presos preventivamente. Durante um dos depoimentos, Hélio confessou o crime, relatou a motivação e indicou a região onde enterrou o corpo.
Identificação
Apesar de os restos mortais terem sido encaminhados para confirmação de identidade no Instituto Médico Legal (IML), a mãe do adolescente foi acionada no local do encontro do cadáver e reconheceu por meio das roupas do filho.
“Até o momento nós temos a mãe identificando as vestimentas desse corpo e os elementos da investigação que batem com as características, mas ainda não temos o laudo cadavérico. Embora a probabilidade seja enorme, considerando que o próprio autor indicou onde teria enterrado o corpo”, explicou a delegada.
Na tarde desta quinta-feira (2), a Polícia Técnico-Científica informou que não foi possível coletar as digitais do cadáver para confirmar a identidade, consequentemente, os restos mortais passarão por exame de identificação por arcada dentária, se não obtiverem sucesso, a alternativa será um DNA.
Próximos passos
A polícia aguarda apenas a confirmação da identidade do corpo para concluir o inquérito e indiciar os envolvidos por homicídio e ocultação de cadáver.
O documento será encaminhado ao Ministério Público (MP), que vai analisar todo o processo, e, consequentemente, denunciar os acusados à Justiça.

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