Falso policial grava vídeo atacando Bolsonaro e acaba preso em Goiânia
Acusado, que nunca pertenceu às forças de segurança de Goiás, gravou vídeo ameaçador nas redes sociais a candidato político

A Polícia Penal realizou, nessa segunda-feira (3), a prisão em flagrante de um homem - nome não informado - que gravou um vídeo nas redes sociais se passando por policial penal e ameaçando o presidente Jair Bolsonaro (PL). A gravação circulou no final de semana, também em aplicativos de mensagens. O detido foi flagrado com documento de identificação falso e falsificação do selo ou sinal público.
No vídeo, o homem de 43 anos, que se intitulava policial penal “QRA Domingo”, estava vestido com uniforme, com o brasão da instituição, e colete balístico. Na ocasião, ele teceu injúrias e ameaças ao atual presidente da República e candidato nestas eleições.
Diante das imagens, a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP), por meio da Gerência de Inteligência e Observatório, apurou que o indivíduo não pertence ao quadro de servidores da instituição. De imediato, foram realizadas as comunicações às autoridades policiais para apuração dos possíveis crimes cometidos.
Durante o levantamento das informações, foi constatado que o homem trabalhava na região da Avenida 44, região central de Goiânia. Foi verificado ainda que o mesmo, por diversas vezes, alegou pertencer ao quadro de servidores do Estado. Desta forma, a Polícia Penal localizou o homem no Setor Celina Park.
A equipe, ao chegar ao local, indagou o criminoso, que se apresentou como policial penal e lotado no Grupo Tático de Ações e Escolta (GTAE), apresentando também seu documento funcional. Durante a conversa com os policiais penais, confessou ter comprado o documento e não ser policial.
Ele informou ainda que pagou para uma pessoa confeccionar a referida documentação e que o porta-funcional foi comprado em uma loja de artigo militares, em Goiânia. O acusado foi encaminhado, junto aos documentos (carteira de identidade funcional e distintivo falsos), à Delegacia de Polícia Civil, onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante.
O homem vai responder pelos crimes de falsificação do selo ou sinal público (órgãos oficiais) - alterar ou fazer uso de símbolos de órgãos públicos e uso de documento falso.

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