Falsa "socialite" é presa após montar festa de luxo sem pagar fornecedores em Goiânia
Investigada mobilizou estrutura completa e vendeu bolsas exclusivas para um evento inexistente

A Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC) interrompeu, nesta quarta-feira (18), o que seria um dos eventos mais exclusivos do calendário de luxo da capital. Três pessoas foram presas em flagrante pelo Grupo Especializado em Repressão ao Estelionato (GREF) sob a acusação de montarem um esquema sofisticado de fraude envolvendo o nome de uma famosa marca europeia de bolsas de grife.
A principal articuladora do esquema se apresentava como representante oficial da marca no Brasil. Com um discurso convincente e conhecimento do mercado de alto padrão, ela conseguiu mobilizar uma cadeia inteira de produção: desde montadores de estrutura e decoradores até produtores de eventos e prestadores de serviço.
O detalhe impressionante: todos estavam trabalhando de boa-fé, acreditando na legitimidade da contratação, mas nenhum pagamento havia sido realizado pela "organizadora".
Venda de Bolsas e Falsos Convites
Além de não pagar os fornecedores, a investigada lucrava vendendo bolsas da suposta grife. Segundo a Polícia Civil, as vítimas eram induzidas a acreditar que, para comparecer ao evento VIP, deveriam adquirir produtos específicos da marca — simulando uma dinâmica comum em festas de elite internacionais.
Prisão no "Set" de Montagem
A ação policial ocorreu no exato momento em que a estrutura física do evento estava sendo finalizada em Goiânia. O prejuízo financeiro para os profissionais envolvidos é considerado significativo, já que muitos investiram recursos próprios na execução do projeto.
A PCGO decidiu divulgar a imagem dos investigados (conforme a Lei nº 13.869/2019) por acreditar que o esquema tenha feito outras vítimas em eventos anteriores. Há indícios de que a mulher já praticava golpes similares utilizando a mesma narrativa sofisticada.

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